Réu que matou mulher, guardou corpo no freezer e o atirou no rio recebe pena de 15 anos

Ele matou a mulher que conhecera por meio de aplicativo digital, em sua residência

Por Oeste Mais

19/12/2020 08h31 - Atualizado em 19/12/2020 08h36



Na 38ª e última sessão do Tribunal do Júri da comarca de Joinville, realizada nesta quarta-feira, dia 16, um homem foi condenado à pena de 15 anos de reclusão, em regime fechado, pela prática dos crimes de homicídio qualificado e de ocultação de cadáver.

 

Segundo a denúncia, ele matou em sua residência uma moça que conhecera por meio de aplicativo digital. Depois de asfixiar a vítima, o acusado escondeu o cadáver numa geladeira e a lançou num córrego perto de sua casa, onde o corpo foi encontrado quase uma semana depois. Após a decretação da prisão preventiva, o acusado foi encontrado no interior de Minas Gerais e trazido a Joinville para julgamento. 

 

Esta última sessão do ano foi presidida pelo juiz Gustavo Henrique Aracheski. Ao promover um balanço dos trabalhos, ele considerou a marca de julgamentos significativa, já que as atividades permaneceram paralisadas por quase sete meses. "Os casos mais antigos e emblemáticos foram resolvidos dando-se definição à situação de mais de 70 presos provisórios, bem como algum alívio para vítimas (tentativas) e familiares de vítimas (consumados) de crimes de homicídio que há muito aguardavam a decisão judicial", pondera o magistrado. 

 

Para 2021, há pelo menos 28 processos com réus presos prontos para julgamento, o que já ocupa a pauta até o mês de abril; apenas depois serão pautados os júris para os acusados que respondem a processo em liberdade. 

 

O juiz esclarece que o acervo ainda é elevado por causa da explosão de homicídios nos anos de 2015 a 2017, mas enalteceu o fato de que com a criação da Delegacia de Homicídios, em 2017, bem como a instalação da Vara do Tribunal do Júri, em 2018, nos últimos dois anos os homicídios foram reduzidos praticamente à metade, concluindo que a unificação e qualificação do trabalho de investigação e inteligência da Polícia Civil, aliadas ao dinamismo da resposta judicial proporcionado pela existência de uma vara exclusiva para os crimes contra a vida, levarão à redução ainda mais significativa desta triste realidade em futuro breve.


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