Fisioterapeuta é condenado à prisão e a pagar R$ 150 mil de indenização por abusar de pacientes

Pena pelo crime de violação sexual mediante fraude foi de nove anos e quatro meses de reclusão

Por Redação Oeste Mais

19/12/2019 09h09 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Um fisioterapeuta foi condenado pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) a nove anos e quatro meses de reclusão pelo crime de violação sexual mediante fraude. A sentença foi informada pelo próprio TJSC em uma publicação na sua página oficial na internet. O profissional também terá de pagar R$ 150 mil de indenização por danos morais às vítimas.

 

De acordo com o TJSC, o homem é especialista em Unidade de Terapia Intensiva e Osteopatia. O crime foi cometido no Oeste de Santa Catarina, mas o Tribunal não informou o nome do município. Ainda segundo o TJSC, o profissional foi acusado por cinco mulheres de praticar atos libidinosos enquanto realizava atendimento em seu consultório, um dos mais conhecidos da cidade.

 

As vítimas contaram, em detalhes, as artimanhas utilizadas por ele para agredi-las sexualmente. Conforme os relatos, ele fazia com as mulheres diversas posições constrangedora ? sempre com o pretexto de que os procedimentos faziam parte do tratamento ? e passava o órgão genital no corpo das pacientes.

 

O réu, em juízo, negou as acusações e disse que as vítimas inventaram tudo. "Fui catequista, sou religioso e nesses nove anos como osteopata sempre trabalhei com ética, profissionalismo, de modo respeitoso com todos os meus pacientes, independente da faixa etária", defendeu-se.

 

No entanto, de acordo com o desembargador Norival Acácio Engel, relator da apelação, há nos autos provas contundentes da materialidade do crime e da autoria. Para ele, não há dúvida que o acusado "utilizou-se de sua profissão de osteopata para conseguir a confiança das vítimas e praticou atos libidinosos, diversos da conjunção carnal, visando a satisfação de sua própria lascívia". Outros profissionais de fisioterapia afirmaram, em juízo, que os procedimentos são executados com as mãos, mas não há necessidade de aproximação com o corpo do cliente.

 

Cada vítima deverá receber o valor de R$ 30 mil em indenização por dano moral, totalizando R$ 150 mil. O valor ainda deverá ser acrescido de juros e correção monetária. A decisão foi unânime. O processo corre em segredo de justiça.


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