Dois homens são condenados e um absolvido em júris populares no Oeste catarinense

Sentenças foram dadas nas cidades de Chapecó, São Miguel do Oeste e Campo Erê

Por Oeste Mais

23/11/2019 08h10 - Atualizado em 17/04/2020 14h39


Nesta semana ocorreram três júris populares no Oeste catarinense. O primeiro aconteceu ainda na quarta-feira, dia 20, em Campo Erê, onde o réu foi condenado. Os outros dois ocorreram nesta sexta-feira, dia 22, em Chapecó e São Miguel do Oeste.

 

Na quarta-feira, o júri realizado no fórum da comarca de Campo Erê condenou um homem a 15 anos e oito meses de reclusão, em regime fechado. Ele estava preso preventivamente desde o crime ocorrido em 5 de dezembro de 2016, no pátio de um posto de combustíveis, em uma das saídas da cidade. Conforme a denúncia, a vítima beijou a esposa do agressor em um bar. Mais tarde, o acusado, um adolescente e outro homem surpreenderam a vítima. Um golpe de facão decepou o braço do homem que foi socorrido e sobreviveu.

 

Já na sexta-feira, no fórum de Chapecó, em júri popular, o réu foi condenado a sete anos e um mês de reclusão, em regime fechado, pelo homicídio de um usuário de crack que não quis dividir a droga com o acusado. O agressor teve negado o direito de recorrer em liberdade. O crime aconteceu no dia 2 de maio do ano passado. De acordo com testemunhas, o acusado derrubou a vítima com um golpe na cabeça usando um pedaço de madeira. Em seguida desferiu golpes de faca. Ele estava preso preventivamente desde o crime.

 

Também na sexta-feira, no fórum da comarca de São Miguel do Oeste, aconteceu um júri popular. O crime em questão foi o homicídio de um homem no dia 31 de julho de 1998, no distrito de Grápia, interior de Paraíso. Os acusados, pai e filho, atacaram a vítima na saída de um bar por desavenças antigas. Um golpe de faca no lado direito do pescoço tirou a vida do homem. Os dois fugiram. Em 2018, 20 anos depois, o filho foi encontrado. O acusado foi absolvido pelos jurados que entenderam que não havia provas suficientes da autoria do crime. Familiares informaram que o outro acusado, que desferiu o golpe de faca, faleceu no Paraguai. No entanto, até o momento não foi apresentado atestado de óbito e por isso ainda é considerado foragido.

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