Velório de família brasileira morta por intoxicação de gás no Chile ocorre nesta terça em SC

Prefeitura de Biguaçu informa que cerimônia vai até 15h30, com sepultamento previsto para as 16 horas, no Cemitério São Miguel, na mesma cidade

Por Oeste Mais

04/06/2019 10:52 - Atualizado em 04/06/2019 10:52



O velório e enterro dos brasileiros mortos no Chile ocorre nesta terça-feira, dia 4, em Biguaçu, na Grande Florianópolis. A prefeitura, que auxilia a família das vítimas na cerimônia, comunicou que os corpos são velados desde as 7 horas e segue até as 15h30, no Ginásio de Esportes da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), no Bairro Universitário. O sepultamento deve ocorrer às 16 horas, no Cemitério de São Miguel, na mesma cidade.

 

A família foi encontrada morta no dia 22 de maio em um apartamento alugado em Santiago, por meio de uma plataforma digital. Os seis tinham viajado para o Chile para comemorar o aniversário de uma das vítimas, uma adolescente de 15 anos. As vítimas morreram de intoxicação por monóxido de carbono, conforme laudo emitido por autoridades chilenas.

Família morreu em apartamento em Santiago, no Chile (Foto: Noemi Fortunato Nascimento/Arquivo Pessoal)

Os corpos chegaram a Santa Catarina por volta das 18h45 desta segunda-feira, dia 3, no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, informou o advogado da família, Mirivaldo Campos. Eles chegaram em dois voos comerciais. Depois foram levados para uma funerária a fim de serem preparados para as cerimônias fúnebres.

 

As vítimas são dois casais e os dois filhos adolescentes de um deles. Cinco são de Biguaçu e uma mulher é de Mato Grosso. Um dos casais e os filhos moravam no Bairro São Miguel, em Biguaçu. O outro casal morava em Hortolândia, em São Paulo. As seis vítimas são:

 

▪ Fabiano de Souza, 41 anos (pai dos adolescentes e marido de Débora. Trabalhava como pedreiro e pescador);

 

▪ Débora Muniz Nascimento de Souza, 38 anos (mãe dos adolescentes e mulher de Fabiano. Trabalhava como coordenadora pedagógica em uma creche no bairro Estreito, em Florianópolis);

 

▪ Karoliny Nascimento de Souza, 14 anos (filha de Fabiano e Débora. Completaria 15 anos nesta semana e estudava no 1º ano do Ensino Médio, em Florianópolis);

 

▪ Felipe Nascimento de Souza, 13 anos (filho de Fabiano e Débora. Estudava no 9º ano do ensino fundamental, em Biguaçu);

 

▪ Jonathas Kruger Muniz, 30 anos (catarinense, irmão de Débora e marido de Adriane, que residia em Hortolândia. Era chefe do Departamento Pessoal do Instituto Adventista de Tecnologia e estava de férias);

 

▪ Adriane Padilha Kruger (mato-grossense, mulher de Jonathas e morava em Hortolândia. Era formada em engenharia civil).

 

Investigação

 

A polícia chilena investiga se houve negligência no atendimento à família brasileira. No dia 24 de maio os Carabineiros do Chile, que equivalem à Polícia Militar, admitiram que o socorro às vítimas demorou a chegar e abriram uma apuração interna para apurar a conduta de um subtenente envolvido na ocorrência.

Do G1


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