Prefeitos de Passos Maia e Vargeão rechaçam sugestão de fim de municípios com até 5 mil habitantes

Polêmica vem sendo gerada por estudo apresentado pelo Tribunal de Contas do Estado

Por Jhonatan Coppini

13/02/2019 18:02



Passos Maia tem 4.186 habitantes, segundo o IBGE (Foto: Divulgação)

A polêmica sobre o estudo divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC), que considera inviável a existência de municípios com até 5 mil habitantes, ganhou vozes de prefeitos de cidades que se enquadram no mapa de municípios que ‘podem deixar de existir’, conforme o estudo do TCE-SC.

 

Na região, Passos Maia e Vargeão estão entre as cidades com menos de 5 mil habitantes. Passos Maia tem atualmente 4.186 moradores. A população de Vargeão é de 3.575 pessoas, segundo dados de 2018 da população estimada pelo IBGE.

 

Os prefeitos de ambos os município rechaçam a ideia de fusão com cidades maiores, como sugere o estudo do TCE-SC. Surpresos com a repercussão do assunto, eles avaliam que o estudo não se baseia em questões mais abrangentes, diretamente ligadas à qualidade de vida da população.

 

“Não é só o número de habitantes que é determinante para os municípios, e sim o tamanho, a importância que tem a arrecadação. É um monte de estudo que tem que ser feito para determinar quem tem condição de se manter ou não”, argumenta o prefeito de Passos Maia, Leomar Listoni.

IBGE aponta que população de Vargeão é de 3.575 (Foto: Divulgação)

Além de garantir que nada chegou oficialmente ao município, o prefeito em exercício de Vargeão, Celso Gubert, entende que o assunto é muito mais complexo. “Foi o Tribunal de Contas do Estado quem lançou isso, mas nós não estamos sabendo do que se trata. Pelo que dá a entender, estão se baseando no índice de crescimento populacional e não na qualidade de vida do cidadão. No nosso caso, o município é autossustentável”, assegura.

 

“A gente que conhece a realidade do município não está preocupado porque não é o TCE que determina se põe, tira município ou junta com outro. Isso passa por um grande estudo”, acrescenta Listoni. “Se isso tiver que acontecer, vai ter que passar por uma consulta à população. Mais uma vez reitero, não é o TCE que determina isso. A população, com certeza, jamais aceitará. Isso é regredir no tempo”, finaliza o prefeito de Passos Maia.

 

Nesta quarta-feira, dia 13, a Federação Catarinense de Municípios (Fecam) se manifestou sobre a polêmica. Em nota, a Fecam disse que desconhece o teor do estudo do TCE, os detalhamentos e possíveis implicações. A entidade também afirmou que não foi procurada pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina para tratar do assunto. Apontou ainda que o presidente da Fecam, Joares Ponticelli, já solicitou uma audiência com o presidente do TCE, Adircélio de Moraes, para falar sobre a questão.


COMENTÁRIOS

Os comentários neste espaço são de inteira responsabilidade dos leitores e não representam a linha editorial do Oeste Mais. Opiniões impróprias ou ilegais poderão ser excluídas sem aviso prévio.