Parque entre Ponte Serrada e Passos Maia preserva araucárias e papagaios-de-peito-roxo

Projeto comemorou um ano da soltura do segundo grupo de papagaios na última semana

Por Oeste Mais

12/09/2013 14:33 - Atualizado em 25/10/2015 14:01



O papagaio-de-peito-roxo e as araucárias são as principais espécies preservadas no Parque Nacional das Araucárias (PNA), localizado entre os municípios de Ponte Serrada e Passos Maia. Criado em 2005, o local tem 12.841 hectares de mata preservada.


Um dos principais projetos desenvolvidos está voltado ao desenvolvimento de papagaios-de-peito-roxo. Desde 2010 a espécie está sendo reintroduzida na mata, depois de ser extinta do local. A ave é natural da região, porém, há 20 anos não era mais vista.


O projeto soltou 43 aves que seguem sendo monitoradas periodicamente pelo Espaço Silvestre Instituto Carijós. Todas foram apreendidas pela polícia em casos de tráfico de animais e passaram por diversos treinamentos de reabilitação. Na última quinta-feira, dia 5, o projeto comemorou um ano da soltura do segundo grupo de papagaios.


O período de reprodução é entre agosto e janeiro, e a esperança dos biólogos do projeto é que as aves já se reproduzam ainda neste ano. Junto com o trabalho realizado com os animais, ainda é feito um trabalho na comunidade.


O objetivo é que todos se conscientizem de que não devem alimentar as aves e nem capturá-las. Além disso, os moradores da região desenvolvem um trabalho de artesanato ligado à temática dos papagaios. A renda é convertida para as famílias e os produtos ajudam a divulgar o projeto.


Mata de Araucárias


A Floresta Ombrófila Mista, conhecida como Mata de Araucárias, produz o pinhão, principal alimento da dieta das aves, e por isso também precisa ser preservada. A Araucária também é conhecida com pinheiro do Paraná ou pinheiro-brasileiro. Mesmo ameaçada de extinção, ela cresce na presença de outras espécies e por isso constitui um subsistema. Estas árvores podem atingir alturas de cerca de 50 metros, com um diâmetro de 2,5 m e podem viver até 700 anos.


De acordo com as informações do Parque Nacional, a floresta está reduzida a menos de 3% da área original e sobrevive nos planaltos do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. A qualidade da madeira fez com que a araucária fosse explorada, principalmente a partir do início do século XX. Estima-se que entre 1930 e 1990, cerca de 100 milhões de pinheiros tenham sido derrubados.


Existe uma lista de espécies da fauna que encontram-se atualmente ameaçadas pela redução da Mata de Araucárias, entre elas a Gralha Azul, o Papagaio-charão, o Papagaio-de-peito-roxo e o leão-baio. Espécies da flora, como Canela-amarela, Peroba e Xaxim, também estão ameaçadas.








Com informações do G1 / SC


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