Agricultor colhe mandioca de 1,90m no interior de Passos Maia

Plantio em propriedade do Assentamento 13 de Junho ocorreu há três anos

Por Oeste Mais

12/08/2015 17:46 - Atualizado em 25/10/2015 14:01



O agricultor Valmor Daniel Santin ficou surpreso quando começou a desenterrar uma mandioca de uma plantação feita há cerca de três anos nas terras onde ele reside com a família. O morador do Assentamento 13 de Junho, a cerca de 20 quilômetros do Centro de Passos Maia, colheu uma mandioca de 1,90m na última semana.

O comprimento chamou a atenção de Valmor, que informou o episódio ao secretário de Cidadania e Reforma Agrária do município, Renato Lopes. Nesta quarta-feira, dia 12, os dois estiveram no local onde a mandioca se desenvolveu. “Conheço por mandioca brava. Serve só para tratar os animais”, avisou Valmor.

A variedade realmente é perigosa para o consumo humano, já que pode causar deficiência mental se não for preparada com cuidado. A recomendação é que o tubérculo fique de molho por um longo período, depois seja seco corretamente para a retirada do cianeto, um componente natural que pode gerar complicações à saúde.

Mas Valmor disse que o plantio foi realizado só para tratar os peixes. “No primeiro ano eu experimentei arrancar, mas era muito fina. Fui colher para os peixes e me surpreendeu, achei que não tinha todo esse tamanho”, comentou o agricultor, que na propriedade trabalha principalmente com a produção de carvão, mas já começa a investir em vacas de leite.

“Aqui, pelo que a gente percebe, a terra é fértil”, disse o secretário Renato Lopes. “O agricultor está de parabéns. A família também, pelo esforço não só com as atividades que já desenvolve, mas a produtividade do leite que está iniciando. Até inclusive a gente está fazendo um pedido para se inscreverem no programa Mais Leite”, convidou o secretário.

E se depender da expectativa, Valmor, que está em Passos Maia há três anos, logo fará parte dos cerca de 130 agricultores que já participam do programa. O projeto da administração municipal incentiva o desenvolvimento da bacia leiteira no município. “Eu já tenho esse plano de me inscrever”, revelou. “A única coisa que segura o pequeno agricultor é o leite”, opinou Valmor.





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