Amor e superação: casais diferentes que lutam contra as barreiras da sociedade

Casais homossexuais enfrentam o preconceito e lutam pela igualdade em seus relacionamentos

Por Oeste Mais

15/06/2018 12h40 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Morgana e Laleska são moradoras de Ponte Serrada (Foto: Divulgação)

Os casais apaixonados comemoraram nesta semana o Dia dos Namorados. Em virtude da data, as declarações, presentes e demonstrações de carinho ficaram mais evidentes, principalmente por quem está em busca de mostrar livremente seu amor.

 

Assim também é o caso dos novos formatos de família presentes na sociedade, com casais que não são mais formados somente por homens e mulheres.

 

Hoje em dia é muito comum encontrar casais diferentes, mostrando que o amor não precisa ser apenas vermelho, mas pode se tornar um arco-íris.

 

Marcos Antônio Silvestre é morador de Nova Erechim, tem 21 anos e namora outra pessoa do mesmo sexo, Bruno Lopes de Abreu. O casal se conheceu há um ano, através de um aplicativo de relacionamento gay, o Hornet.

 

“Eu estava morando em Florianópolis, aí nos conhecemos e eu voltei a morar em Nova Erechim para ficar mais perto dele, afinal, ele mora em Chapecó”, conta Marcos sobre a distância que não foi empecilho na hora de viver um grande amor.

 

Além do obstáculo geográfico que superaram, outra barreira enfrentada juntos foi o preconceito na sociedade. “As pessoas não nos olhavam da mesma forma e não nos tratavam da mesma forma. As diferenças existem e não podemos deixar que façam com os homossexuais o que fizeram com os negros e indígenas, ou qualquer outro ser que foi, de certo modo, excluído. Somos livres e temos o direito à felicidade e de sermos amados", desabafa.

 

Além de Marcos e Bruno, Morgana Berté, de 23 anos, é transgênero, se denomina como Vinícius e também namora uma pessoa do mesmo sexo. Junto com Laleska, sua atual companheira, vive um amor assumido sem se deixar levar pelos comentários ou preconceitos.

 

O casal feminino é de Ponte Serrada e está junto há pouco mais de um ano. “Já sofremos preconceito em nossa família, no emprego, lugares públicos e com alguns ‘amigos’. Por mais clara que seja a situação hoje no século XXI, ainda tem gente que insiste em se prender a pensamentos e ações conservadoras", diz Morgana.

 

As histórias são distintas e os casais não se conhecem, mas algo maior os torna parecidos: o amor que sentem por seus companheiros e a luta constante por viverem esse sentimento de forma tranquila em meio a tanto preconceito.

Marcos e Bruno, casal de Nova Erechim, se conheceram em um aplicativo de relacionamento gay (Foto: Divulgação)

De Pâmela Basso


COMENTÁRIOS

Os comentários neste espaço são de inteira responsabilidade dos leitores e não representam a linha editorial do Oeste Mais. Opiniões impróprias ou ilegais poderão ser excluídas sem aviso prévio.