Novo convênio é assinado para recuperação da mata ciliar na região Oeste

Trabalho é desenvolvido desde 2006 em sete municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Chapecó-Irani

Por Oeste Mais

01/12/2017 09h55 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Projeto iniciado em 2006 recupera mata ciliar em municípios do Oeste (Foto: Divulgação)

A Casan assinou nesta quinta-feira, dia 30, a renovação de um convênio com o Consórcio Iberê para a continuidade do projeto de proteção de mananciais e a recuperação da vegetação ao longo de cursos d’água na região Oeste. Com a nova parceria, a Casan chega a um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões na recomposição da mata ciliar na Bacia Hidrográfica do Rio Chapecó-Irani.

 

A nova cooperação técnica-financeira permite o repasse de R$ 362.600,00 para continuidade do trabalho, que desde 2006 vem permitindo a proteção de mananciais e a recuperação da vegetação ao longo de cursos d’água na região Oeste.

 

O Projeto Iberê de Conservação da Mata Ciliar (uma referência à palavra que em língua indígena significa água limpa) é desenvolvido em sete municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Chapecó-Irani: São Carlos, Águas de Chapecó, Caxambu do Sul, Planalto Alegre, Guatambu, Chapecó e Cordilheira Alta.

 

Na região predominam pequenas propriedades rurais, em grande parte com uso do solo até as margens dos cursos d’água e acesso livre dos animais. Os produtores aderem de forma voluntária para desenvolver ações de preservação da cobertura vegetal às margens dos rios e nascentes.

 

Ações práticas

 

Técnicos que atuam no Projeto Iberê auxiliam na identificação dos problemas ambientais da região, aplicam uma metodologia de gerenciamento ambiental participativa, intermunicipal e integrada, compartilhando as responsabilidades e buscando opções técnicas de baixo custo, fácil replicabilidade e levando em conta a vivência das pessoas do local.

 

Uma das ações é a construção de cercas que isolam os animais (grande parte dos agricultores trabalha com bovinocultura leiteira) e a produção agrícola da área a ser restaurada. Os materiais para as cercas são comprados com recursos do convênio com a Casan e repassados aos produtores rurais. Dessa forma, além de permitir que a vegetação seja recuperada ao longo dos cursos d´água, o projeto reduz a erosão do solo, que era comum nas margens desprotegidas nos períodos chuva.

 

A regeneração natural da área é favorecida com práticas simples, que permitem também o retorno gradativo da fauna. Aumento da disponibilidade de água, contenção da erosão das margens dos riachos, reaparecimento de fauna local e melhoria do trabalho e dos produtos fabricados nas propriedades são outros benefícios citados por famílias que participam do projeto.

 

“Sem o agricultor proteger a margem do curso d’água com cercas, o local era um descampado, muitas vezes com estrutura para o gado. Agora no terreno há uma floresta”, descreve a técnica do Consórcio Iberê Geciane Pereira Jordani, que realiza o trabalho de campo com as famílias.

 

São parceiros do Consórcio Iberê, além de prefeituras da região e da própria Casan, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Policia Ambiental, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e Unochapecó.


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