Probabilidade de homem morrer por raio é 4,5 vezes maior do que mulher, diz pesquisa

Duas a cada três mortes ocorreram durante atividades ao ar livre e 43% no verão

Por Oeste Mais

12/01/2017 08h16 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



O Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgou que entre 2000 e 2014 houve 1.792 mortes causadas por descargas elétricas de raios. Do total de vítimas, 1.467 eram homens. Segundo o ELAT, a probabilidade de um homem morrer por raio é 4,5 vezes maior que uma mulher.

 

Em média, duas a cada três mortes ocorreram durante atividades ao ar livre e 43% das mortes foram registradas na época de verão. A prática de atividades agropecuárias continua sendo a circunstância com maior número de vítimas: as mortes no campo representam 25% das vítimas fatais por raio no país, variando de 12% na região Norte a 25% na região Sul. As mortes dentro de casa, que representam 17% dos casos, estão em segundo lugar e variaram de 7% no Sudeste e Centro Oeste a 21% no Nordeste.

 

A maioria das mortes acontece na região Sudeste (28%) e as outras quatro regiões estão empatadas (18%). São Paulo é o estado com maior número de vítimas, seguido por Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.

 

Em Santa Catarina foram registradas 53 mortes nesse período; sendo 44 homens e nove mulheres. A faixa etária dessas vítimas variou entre 15 e 54 anos. As circunstâncias com maior número de casos foram, respectivamente, em atividades de agropecuária, em abrigo embaixo de árvore, dentro de casa, na praia, sob uma cobertura (toldo) e em campo de futebol. O verão é a estação do ano com maior incidência de raios.


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