Poços artesianos são perfurados para ajudar municípios do Oeste durante estiagem

Sistema coletivo de abastecimento de água deve servir tanto para o consumo humano quanto para o de animais

Por Oeste Mais

12/05/2016 10h22 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Com os equipamentos cedidos pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Meio Ambiente (Cidema) deu início à perfuração de poços artesianos na região Oeste. Até o momento, quatro poços foram feitos nos municípios de Guatambu e Caxambu do Sul. Os próximos serão em União do Oeste, Jardinópolis e Cordilheira Alta.

 

Os kits para perfurar são do governo do estado e estão cedidos para o Cidema, responsável pela perfuração de poços na região da Associação dos Municípios do Oeste de Santa Catarina (Amosc). A intenção é de que, num primeiro momento, os poços sejam feitos para um sistema coletivo de abastecimento, tanto para o consumo humano quanto para o de animais.

 

Segundo o secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, a parceria com o Consórcio Intermunicipal agiliza os trabalhos para minimizar os efeitos da estiagem nos municípios catarinenses. “Através do Termo de Cessão e Uso, a Secretaria cede os equipamentos e as prefeituras que fazem parte do Cidema disponibilizam os servidores, a mão de obra e a manutenção”, explica.

 

Para atender 21 municípios, o Cidema criou o Programa de Perfuração de Poços Artesianos (Propoços) que dará prioridade aos municípios com histórico recente de situações de emergência e/ou calamidade pública em decorrência de estiagem ou secas.

 

O presidente do Cidema, Fabiano da Luz, explica que os poços artesianos possibilitam às administrações públicas uma reserva estratégica de pronto acesso para abastecimento das redes públicas de distribuição de água para consumo humano em períodos de escassez.

 

Os kits de perfuração são compostos por perfuratrizes, ferramentas auxiliares e caminhões de apoio. O investimento para aquisição dos equipamentos foi do governo federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), com contrapartida do governo do estado.


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