Motorista que dirigia veículo próximo à favela fala sobre trajeto realizado

Carro da Prefeitura de Xanxerê foi fotografado em área conhecida pelo tráfico de drogas na capital

Por Redação Oeste Mais

29/03/2016 16h01 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Foto de carro da Prefeitura de Xanxerê foi feita na última semana (Foto: Divulgação)

O registro fotográfico de um carro da Secretaria de Saúde de Xanxerê na capital do estado tem repercutido nas redes sociais. O fato é que o veículo estava próximo a uma área conhecida pelo tráfico de drogas, na comunidade Chico Mendes.

 

A dúvida foi levantada porque na região onde o carro foi flagrado não há clinicas e nem hospitais próximos. A foto foi retratada por um internauta.

 

Valdecir Ribeiro trabalha como motorista da Prefeitura de Xanxerê há 14 anos. Nesta terça-feira, dia 29, o homem que conduzia o veículo se manifestou em entrevista ao site Tudo Sobre Xanxerê.

 

Ele disse que na terça-feira, dia 22 de março, pela manhã, levou uma criança acompanhada do pai até Florianópolis para receber atendimento especializado no Hospital Joana de Gusmão. Depois buscou alguns objetos no Laboratório Central (Lacen) e seguiu até o Hotel Continente, que fica no Bairro Estreito, já no continente.

 

Trajeto

 

“Saí de Xanxerê às 7 horas, levei a paciente acompanhada do pai no Joana de Gusmão, que é no hospital infantil. Deixei eles lá e fui no Lacen, carreguei umas caixas e depois disso fui para o Hotel Continente, que fica no Bairro Estreito”, relatou.

 

“Só podemos jantar depois das 19 horas, então eu jantei no restaurante que é junto com o hotel e fui procurar crédito para o meu celular, só que o carro estava quase sem gasolina”, continuou contando o homem.

 

“Eu fui num posto que dá acesso à BR-282, à via expressa, abasteci R$ 50 e coloquei crédito no celular. Foi quando fotografaram o carro em movimento. Esse trecho passa a Havan, o Big e tem uma rua que passa em frente à favela, mas não que eu estava saindo de favela como foi noticiado”, explicou o motorista.

 

Repercussão

 

Valdecir soube que o episódio havia ganhado as redes sociais somente no dia seguinte, quando foi avisado por outro motorista. “Eu fiquei sabendo da repercussão no outro dia porque um outro motorista me contou, entrei na internet e li que estava com o carro lá. É uma coisa sem cabimento isso, queria explicar o que aconteceu de verdade e não é a primeira vez que vou a Florianópolis. Nunca tinha acontecido isso nesse tempo de 14 anos. É uma coisa que não tem lógica, só desci para colocar crédito no celular, abasteci R$ 50, inclusive tem os comprovantes, porque iria encher o tanque em Alfredo Wagner”, concluiu.


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