Renúncia da presidente Dilma Rousseff é a principal reivindicação de caminhoneiros

Autônomos devem iniciar greve por tempo indeterminado na próxima segunda

Por Jeferson Rubens Coppini

06/11/2015 11h50 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Greve deve iniciar a partir da próxima semana (Foto: Mídia Truck Brasil)

Convocados pelo Comando Nacional do Transporte, caminhoneiros autônomos irão iniciar greve por tempo indeterminado na próxima segunda-feira, dia 9, com pretensão de atingir todo o país. A pauta não traz reivindicações da categoria. As lideranças assumem publicamente que o objetivo é pressionar pela renúncia da presidente Dilma Rousseff.

 

Integrantes do movimento dizem que a lista de reivindicações permanece a mesma apresentada em fevereiro, quando houve uma greve de caminhoneiros que gerou problemas logísticos, ameaças de desabastecimento e terminou, já em março, em confronto com a Força Nacional e Polícia Rodoviária Federal.

 

“A nossa pauta do transporte existe e não foi atendida. Alguns pontos dela são redução do preço do óleo diesel, criação da tabela do preço mínimo do frete, carência de 12 meses para quem tem financiamento de caminhão no BNDES (no total, são 10 reivindicações). Agora, a pauta é a deposição da presidente”, disse Fábio Luis Roque, uma das lideranças do Comando Nacional do Transporte.

 

Outros dos principais líderes, Ivar Schmidt, foi enfático em um vídeo de convocação à greve publicado na página do movimento no Facebook, com mais de 28 mil curtidores. “A nossa principal reivindicação é a saída da Dilma Rousseff”, afirmou.

 

Multidão em Brasília

 

A ideia é deslocar parte dos veículos, sobretudo do Distrito Federal e de Goiás, para Brasília até o próximo dia 15. Os caminhoneiros pretendem se juntar a manifestantes que estão acampados na capital federal para pressionar pelo impeachment ou pela renúncia.

 

Como a organização é por fora dos sindicatos, por meio de uma rede de contatos de Facebook e WhatsApp, é difícil estimar a adesão. Alguns profissionais estão divididos. “Achamos que não dá para ir à estrada sem uma pauta da categoria, somente para pedir impeachment. Vamos atender a solicitação do comando em parte. Ficaremos parados em casa e veremos o que vai acontecer”, disse o caminhoneiro Odi Antônio Vani.

Com informações do Zero Hora


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