Governo lança nota lamentando continuidade da greve dos professores

Sinte decidiu manter greve após nova proposta apresentada à categoria nesta semana

Por Oeste Mais

15/04/2015 21h25 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



A Secretaria de Estado da Educação emitiu uma nota nesta quarta-feira, dia 15, lamentando a posição do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública (Sinte), que decidiu manter a greve dos professores. A decisão foi tomada após o governo apresentar uma nova proposta à categoria nesta semana.

Leia abaixo a nota na íntegra:

A Secretaria de Estado da Educação lamenta a posição do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública (Sinte) pela decisão de continuar a greve, com adesão de cerca de 10% do magistério catarinense. Desde 3 de fevereiro, quando foi apresentado o Estudo da Nova Carreira, a Secretaria da Educação se mostrou flexível para conversar, tanto nas reuniões em Florianópolis, como nas webconferências e nas 14 apresentações pelo interior do Estado. Com a continuidade da greve, a Secretaria da Educação mantém posição de não negociar com o sindicato da categoria.

A Medida Provisória 198, motivo apontado para o início da greve, foi revogada pelo Governo do Estado como forma de demonstrar flexibilidade para negociação. Também foi um gesto de boa vontade do Governo do Estado o acordo para não contabilizar as faltas durante a greve, mediante plano de reposição de aulas e encerramento da greve esta semana. Atendendo ao pedido da categoria a nova proposta prevê os níveis Médio e Licenciatura Curta novamente incorporados à carreira e a equiparação dos vencimentos dos ACTs aos professores efetivos em início de carreira.

A incorporação da regência de classe é essencial para o plano de descompactação da tabela e é paga como gratificação apenas em Santa Catarina e Sergipe. Dos grandes municípios do Estado, citamos as prefeituras de Joinville, Florianópolis, Blumenau, Criciúma e Lages que incorporaram ou não pagam regência de classe. É importante esclarecer que a incorporação da regência de classe não diminui o salário de nenhum professor, mas garante a conquista de que a regência nunca mais será retirada do vencimento do servidor.

De 2010 a 2014, a folha salarial do magistério evoluiu de R$ 1,83 bi para R$ 3,13 bi, um crescimento de 70% contra uma inflação de 26% e salário mínimo de 45%. O vencimento dos professores em início de carreira com nível médio aumentou 178% e os com graduação evoluiu 82%. Pela proposta deste ano, serão mais R$ 200 milhões injetados na folha salarial.

A Secretaria da Educação mantém posição de que os alunos da rede estadual de ensino devem ir às escolas, que serão atendidos conforme plano de ação dos diretores escolares. Com a duração da greve, a Secretaria lembra que a reposição das aulas deverá ser feita durante o período de férias.



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