Paralisação reúne dezenas de caminhoneiros nas margens da BR-282

Motoristas estão com veículos estacionados em postos de combustíveis de Ponte Serrada

Por Redação Oeste Mais

24/02/2015 16h40 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Aos 45 anos, Marcos Roberto Nalevaiko dirige um bitrem e traz na bagagem uma experiência de 17 anos de estrada. O caminhoneiro de Ponta Grossa (PR) está desde domingo, dia 22, parado em Ponte Serrada com a carreta vazia. ?Tem que parar para fazer pressão, brigar para baixar o preço do diesel. Do jeito que está nós paramos hoje ou mais para frente. Da forma como está não tem condições de trabalho?, reclama o motorista.

Ele é um entre as dezenas de caminhoneiros com os veículos estacionados nos postos de combustíveis de Ponte Serrada. O grupo, que ganhou nesta terça-feira, dia 24, a companhia de motoristas do próprio município, engrossa a corrente de manifestos espalhados já por pelo menos 11 estados do Brasil.

Além de caminhões e carretas, máquinas agrícolas foram estacionadas no pátio do Auto Posto Ponte Serrada (posto do meio). O agricultor Riquelmo Catapan, de 71 anos, cultiva soja, milho e também cria gado no município. Apesar de já sentir os prejuízos com o maquinário parado sem poder colher por falta de combustível, dá razão ao protesto. ?Eu acho que é uma greve até que em partes justa, porque está inflacionando tudo. Os caminhoneiros têm sua razão, é um direito de ir e vir?.

Inicialmente os manifestantes até pensaram em bloquear a rodovia, mas a falta de fluxo, já que são raros os caminhões e carretas que passam pelo local devido às barreiras em outros trechos da região, levou o grupo a apenas montar acampamento nas margens da pista. ?Não vai ser bloqueada, apenas vamos ficar aqui dando força ao movimento?, disse o motorista Mario Sergio Rodrigues, que mora em Ponte Serrada.

As principais lutas da categoria são pela queda do preço do diesel, melhores condições de trabalho e estradas mais bem cuidadas. ?A gente espera que isso (greve) tenha benefício. Nosso serviço já faz tempo que anda bem devagar por causa da crise?, avalia o caminhoneiro Luiz Alexandre Antunes, de 31 anos. Ele mora em Rio Negro (PR) e também está parado desde domingo em Ponte Serrada com um caminhão carregado de MDF. A carga tem como destino o município de Chapecó. "Tem que ser por aí, porque de outra forma as coisas não vão mudar?, completa o motorista.









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