Avó catarinense dá à luz neto gerado em barriga solidária para a filha

Mulher de 55 anos chegou no hospital por volta de 6h30 da manhã desta quinta

Por Oeste Mais

05/02/2015 09h24 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Nasceu às 8h19 desta quinta-feira, dia 5, Arthur, o bebê gerado pela avó Nivalda Maria Candioto, de 55 anos. A cesárea foi realizada em uma unidade de saúde particular de Criciúma, no Sul de Santa Catarina. Ela deve ficar mais um dia internada para se recuperar.

Nivalda aceitou ser barriga solidária da filha Gleice Raupp da Cunha, de 31 anos. A mãe tomou a decisão após elas descobrirem que Gleice não poderia engravidar por não ter o útero.

Houve problemas para o registro do bebê. Como os pais tinham a prova da inseminação artificial realizada, não procuraram advogado para o momento do nascimento de Arthur. Porém, a unidade de saúde só queria liberar o registro com o nome da avó como mãe da criança. No cartório foi recebida a mesma resposta.

Em seguida, os pais voltaram para a unidade de saúde para acompanhar a cirurgia. O pai, Kleber Festras da Cunha, afirmou que talvez procure o Ministério Público para registrar a criança no nome dele e de Gleice.

"É um gesto de amor. O maior presente que poderia dar à minha filha", disse a catarinense nos últimos meses da gestação. A avó mora em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. Gleice, de 31 anos, e o marido vivem em Taubaté, no interior de São Paulo. Nivalda é mãe de três mulheres. Entre o nascimento de sua última filha e agora do neto, houve um intervalo de 28 anos.

A decisão foi tomada há pelo menos 14 anos. "Minha filha descobriu com 17 anos que não poderia engravidar. Eu disse para ela que, assim que ela estivesse preparada, eu iria ser seu útero de substituição", afirmou.

A inseminação artificial, com um óvulo fecundado a partir do material genético da filha e do genro, foi implantado em Nivalda em maio de 2014. Foram oito minutos de procedimento, 20 de descanso e um resultado após 17 dias: Nivalda estava grávida.



Com informações do G1 / SC


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