Projeto Araucária completa um ano de atividades no Oeste catarinense

Municípios de Ponte Serrada, Passos Maia e outros de Santa Catarina fazem parte da ação

Por Oeste Mais

27/08/2014 17h07 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



O Projeto Araucária, executado pela Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e patrocinado pela Petrobras através do programa Petrobras Socioambiental, completou no mês de agosto 01 ano de atividades.


Na região Oeste de Santa Catarina estão integrados com o projeto os municípios de Abelardo Luz, Galvão, Guatambu, Passos Maia, Ponte Serrada, São Domingos e Chapecó. Na região do Alto Vale do Itajaí mais seis cidades fazem parte.


O objetivo do trabalho é conservar e recuperar remanescentes florestais e espécies chaves da Mata Atlântica, por meio da implantação de sistemas agroflorestais, recuperação de áreas degradadas e enriquecimento de florestas secundárias, possibilitando o uso sustentável dos recursos naturais em propriedades rurais, além do desenvolvimento de atividade de educação ambiental, realização de cursos de capacitação e seminários.


O presidente da Apremavi, Edegold Schäffer, destaca a importância das ações nas propriedades rurais: “O Projeto Araucária tem sido muito importante, não só para preservar os últimos remanescentes de florestas com araucárias na região Oeste do Estado, mas também na ajuda aos proprietários rurais que realizam o planejamento da propriedade e recuperam as áreas degradadas, através da distribuição de mudas”.


Funcionamento


Os trabalhos do Projeto Araucária vão desde o planejamento ambiental da propriedade até o plantio e cuidados com as mudas, como ressalta a coordenadora regional, Eloisa Donna: "A metodologia consiste na mobilização e divulgação, através de reuniões e palestras, por intermédio dos parceiros”, explica.


“Aos interessados é realizada a visita técnica para identificação e levantamento das áreas em que será realizado o trabalho de conservação, recuperação, ou reconversão. Neste momento o produtor também recebe esclarecimentos sobre a legislação ambiental vigente. Em uma segunda visita é realizada a entrega de arame nas propriedades que precisam ser cercadas em virtude da presença de gado. Na terceira visita são entregues as mudas para realização do plantio, e ao final uma visita de avaliação", detalha a Eloisa.


Edilaine Dick, coordenadora geral do projeto, destaca que até o final do trabalho, em agosto de 2015, deverão ser atendidas 250 propriedades rurais nas duas regiões de atuação, além da distribuição de 300 mil mudas de espécies nativas, sendo 50 mil provenientes de viveiros construídos pelo projeto. “O principal resultado alcançado é o envolvimento de diferentes pessoas, parceiros e agricultores familiares”, avalia.


Primeiro ano


O projeto comemora um ano de existência com vários resultados positivos na região Oeste, com o envolvimento de 111 proprietários rurais preocupados com a conservação e recuperação da floresta com araucária, entrega de aproximadamente 30 mil mudas nativas e arame para execução das atividades planejadas em 90 hectares mapeados, além da reconversão produtiva de áreas e conservação de florestas e áreas naturais.


Viveiros


Outro objetivo alcançado foi a implantação de dois viveiros florestais, como o Viveiro de Mudas Nativas Ricardo Cunha Canci, instalado próximo ao Parque Estadual das Araucárias, em São Domingos, e gerenciado pelo Grupo de Apoio à gestão do Parque Estadual das Araucárias (Grimpeiro).


Conscientização


Atividades de educação ambiental também foram desenvolvidas, com palestras, brincadeiras relacionadas à preservação do meio ambiente e plantio de mudas nativas no entorno das escolas que participaram da programação da semana comemorativa ao Dia Mundial do Meio Ambiente, de 2 a 6 de junho deste ano.




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