Profissional do Oeste é nomeado árbitro da Associação Brasileira de Ligas de Futsal

Cássio Augusto, de 36 anos, é natural de Ponte Serrada e atualmente mora em Vargem Bonita

Por Kiane Berté

10/06/2019 12:46 - Atualizado em 10/06/2019 12:52



Cássio (centro) recebendo o escudo de árbitro nacional (Foto: Arquivo pessoal)

O profissional Cássio Augusto Rosa, de 36 anos, foi nomeado árbitro da Associação Brasileira de Ligas de Futsal na última semana.

 

Morador de Vargem Bonita, Cássio é natural de Ponte Serrada, onde morou junto com o pai até completar 20 anos. Ele iniciou no mundo do esporte há oito anos, quando apitava campeonatos municipais em Vargem Bonita e Irani, onde ganhou grande destaque.

 

Há pouco mais de quatro anos, Cássio recebeu um convite para ser árbitro de uma associação em Joaçaba. Lá ele conheceu novas pessoas e novas portas foram se abrindo.

 

“Em 2017 eu fui aprovado nos testes físicos e teóricos da Liga Catarinense de Futsal, uma instituição que foi criada para resgatar a moral do futsal. Isso me ajudou a entrar para o Quadro Estadual, onde permaneci até os dias de hoje”, conta.

Cássio apitando um dos maiores clássicos de SC: Lages e Curitibanos (Foto: Arquivo pessoal)

Junto às grandes conquistas, Cássio, na última semana, conseguiu ingressar na Associação Brasileira de Ligas de Futsal.

 

“A Liga Catarinense indica os árbitros que vão fazer parte do quadro nacional, então, se você faz um trabalho bem feito, a indicação é esperada”, explica.

 

Momento mais emocionante

 

Em toda a profissão existem momentos bons e ruins. Cássio já passou por diversos deles. Hoje leva tudo como aprendizado. “O momento mais emocionante que passei na arbitragem foi a final do Estadual de 2018. Ela foi disputada entre Pinhalense (Pinhalzinho) e AGN (Capinzal). Foi um jogo incrível! O ginásio estava lotado e com uma atmosfera sem igual. Foi um jogo muito disputado, com varias faltas e, ao final, a Pinhalense venceu por 2 a 0, abrindo vantagem para o segundo jogo”, relembra.

Árbitro está na profissão já há oito anos (Foto: Arquivo pessoal)

Desafios na carreira

 

Apaixonado pela profissão e vivendo tantas emoções dentro das quadras, Cássio conta que os desafios enfrentados são frequentes. “A atmosfera que uma partida de futebol cria, nos faz esquecer que somos xingados, criticados e culpados quando o resultado para a equipe não vem. O árbitro leva a culpa toda”, desabafa.

 

Cássio afirma que não é fácil a profissão pelos obstáculos que ele e os colegas enfrentam no dia a dia, e o principal é não ser reconhecido. “Todos têm uma segunda profissão, mas eu me preparei muito, fiz cursos, palestras, assisti jogos e vi como outros árbitros trabalhavam, e isso me ajudou muito. Quando as oportunidades apareceram, eu já estava preparado e agarrei com toda minha força”, finaliza.


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