Professor de física atribui “quique de bola no ar” a rajada de vento

Cobrança de Diego Torres ganhou efeito diferente aos 41 minutos do segundo tempo

Por Oeste Mais

17/07/2019 11:29 - Atualizado em 17/07/2019 11:33



O lance na partida entre Chapecoense e Atlético-MG, na noite do último domingo, dia 14, em que a bola parece “quicar no ar” (assista abaixo), tem uma explicação lógica para o professor de física do Instituto Federal de Santa Catarina, Alencar Migliavacca.

 

Inicialmente, ele descartou algo conhecido como efeito Magnus, o mesmo que explica a curva na bola em um saque no voleibol, por exemplo. A aposta do professor é que uma corrente de ar ocasionou a mudança de direção da bola.

 

“Em princípio, não parece efeito Magnus, o mesmo efeito que faz a bola fazer a curva em um chute devido ao movimento de rotação dela, pois foi muito repentino. Parece uma colisão com algo naquele momento, o que seria possível, mas não parece haver nada de aproximando ou se afastando logo após o evento. É bem provável que tenha ocorrido uma corrente de ar naquela direção no momento que, por diferença de pressão, aplicou uma força na bola mudando seu vetor velocidade”, disse.

O lance ocorreu em um escanteio cobrado por Diego Torres, aos 41 minutos do segundo tempo. A equipe de transmissão sequer reparou no efeito diferente que a bola tomou durante o jogo. “Na hora não reparei. Não tinha como, mas se tivesse reparado eu teria falado isso na hora, sem dúvida”, disse o narrador Daniel Pereira.

 

Três cinegrafistas do Grupo Globo, acostumados a trabalhar em transmissões de jogo, ficaram intrigados com a imagem. Descartaram qualquer tipo de "ilusão de óptica" ou defeito na câmera e apontaram uma "forte corrente de ar" como o motivo mais provável — ainda que, ressaltam, nunca tenham visto nada com tamanha força, principalmente pelo fato de a bola ter subido com o "sopro", não caído ou desviado para o lado.

Com informações do Globo Esporte


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