Corrida com carrinhos de rolimã é promovida por escola de Ponte Serrada

1º GP Dom Vital de Rolimã envolveu 11 carrinhos e mais de 70 estudantes nesta terça-feira

Por Jhonatan Coppini

18/09/2019 07:48



Alunos dos três turnos participaram do 1º GP Dom Vital de Rolimã (Foto: Jhonatan Coppini/Oeste Mais)

O que pode ser feito com pedaços de madeira, pregos, rolamentos e parafusos? Se a ideia é estimular a criatividade e mostrar quanta alegria se esconde em um brinquedo totalmente artesanal, o carrinho de rolimã é o melhor destino à matéria-prima.

 

A diversão foi a marca do 1º GP Dom Vital de Rolimã durante a manhã, tarde e noite desta terça-feira, dia 17, em Ponte Serrada. O clima de competição ficou em segundo plano, com os 75 alunos envolvidos transformando a disputa em uma sadia brincadeira.

 

Adolescentes na faixa de 14 anos acima competiram, brincaram e animaram o público. Idealizada e organizada por um grupo de mais de uma dezena de professores, a corrida propôs o resgate da brincadeira. O projeto envolveu estudantes do nono ano do ensino fundamental à terceira série do ensino médio.

Corridas foram realizadas no entorno da escola (Foto: Jhonatan Coppini/Oeste Mais)

Os alunos tiveram dois meses para fabricar cada carrinho, seguindo parâmetros e medidas impostos por um regulamento específico. João Pedro Rodrigues Galvão precisou de apenas três semanas. Aos 14 anos, o estudante do nono ano foi um dos pilotos.

 

Na prova, pôde praticar o que já tem como hobby desde os dez anos, seguindo uma tradição que vem de família. “Esse é meu primeiro [carrinho], mas eu já tinha um que era do meu pai”, contou enquanto realizava os últimos ajustes no veículo e checava equipamentos de segurança.

 

Além de dois pilotos, cada equipe teve outros cinco integrantes. Ao todo, 11 carrinhos de rolimã fizeram barulho nas ruas do entorno à escola, atritando as rodinhas de metal no asfalto. “Sensacional relembrar as coisas de criança”, expressou o estudante Gustavo Branco de Camargo, de 15 anos.

Participaram estudantes do nono ano do ensino fundamental à terceira série do ensino médio (Foto: Jhonatan Coppini/Oeste Mais)

Também aluno do nono ano, ele disse que teve trabalho para encontrar peças e construir o carrinho. “Foi difícil a parte de construção, montagem e pintura”, relatou o estudante, que além de rolamentos, usou eixos de ferro na estrutura de madeira.

 

Cada disputa teve uma volta de apresentação. As largadas foram sempre de dois pilotos, um duelando contra outro. Todas as equipes ganharam um certificado de participação. Os três primeiros colocados ainda receberam troféus e um prêmio surpresa foi entregue ao campeão de cada turno.

 

Contente com o resultado, a diretora Nadia Poletto disse que o evento já tomou dimensão, inclusive com pedidos para que a próxima edição ocorra em um final de semana. “Foi uma ideia genial, que deu certo e empolgou”, resumiu, estimando abrir inscrições a toda a população na próxima vez. “Vamos fazer alguma coisa para a comunidade ainda esse ano, se Deus quiser”, concluiu.












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