Chapecoense sofre primeira condenação trabalhista por tragédia aérea

Clube foi condenado a pagar indenização aos pais do atacante Tiaguinho, mas tenta acordo

05/07/2019 19:17 - Atualizado em 05/07/2019 19:17



A Chapecoense foi condenada a pagar R$ 130 mil de indenização aos pais do atacante Tiago da Rocha Vieira, uma das 71 pessoas que perderam a vida no acidente aéreo de novembro de 2016, na Colômbia. É a primeira vez que o clube é penalizado em ações trabalhistas relacionadas à tragédia, já que em outros casos conseguiu acordo com os familiares. Ainda cabe recurso da decisão, mas o time tenta acordo.

 

A Quarta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região do Rio de Janeiro manteve a sentença da 1ª Vara do Trabalho de Nova Friburgo. Com isso, a Chapecoense foi condenada a pagar R$ 80 mil para o pai e R$ 50 mil para a mãe de Tiaguinho - ela também receberá pensão mensal vitalícia.

Jogador Tiaguinho morreu no acidente aéreo envolvendo o time da Chapecoense (Foto: Cleberson Silva/Chapecoense)

O clube protocolou recurso sobre a decisão, que vai para o Tribunal Superior do Trabalho, mas mantém, paralelamente, conversa para realização de um acordo legal com os familiares do atleta. A Chapecoense diz que está confiante que conseguirá um entendimento, assim como em outros casos.

 

Em maio do ano passado, o time chegou a um acordo para o pagamento de indenização aos pais de Dener Assunção Braz, lateral-esquerdo também morto na tragédia aérea. Nos demais casos, o clube mantém o sigilo de informações sobre valores.

Avião que transportava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, sofreu um acidente (Foto: Luis Benavides/AP)

Ao todo, 54 ações foram demandadas. Metade é trabalhista, proposta por familiares de ex-jogadores e funcionários. As outras 27 são cíveis, de parentes de vítimas que não tinham contrato de trabalho com a equipe, como diretores, jornalistas e convidados.

 

A aeronave da empresa Lamia caiu na Colômbia em 29 de novembro de 2016 e apenas seis pessoas sobreviveram. A maior parte dos passageiros integrava a delegação do time de futebol que estava a caminho da final da Copa Sul-Americana quando houve a queda. Como passaram dois anos do fato, não há mais possibilidade de novos processos trabalhistas contra o clube.

Do G1 SC


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