Darlan Romani participa hoje de final do arremesso de peso; conheça mais sobre o concordiense

Atleta de 30 anos é o principal nome do atletismo brasileiro no arremesso de peso, com destaque mundial

Por Oeste Mais

04/08/2021 08h47 - Atualizado em 04/08/2021 08h57



Darlan Romani na prova classificatória em Tóquio (Foto: Gaspar Nóbrega/COB)

O concordiense Darlan Romani, de 30 anos, participa na noite desta quarta-feira, dia 4, da final do arremesso de peso nas Olimpíadas de Tóquio. O atleta é candidato ao pódio. Para se classificar, na terça-feira, dia 3, ele atingiu a marca de 21m31. A final está marcada para as 23h05, no horário do Brasil, mas final da manhã de quinta-feira já no Japão.

 

Darlan Romani é o principal nome do atletismo brasileiro no arremesso de peso, com destaque mundial. Entre os principais feitos da carreira, ele conquistou a medalha de ouro para o Brasil na prova de arremesso de peso nos Jogos Pan-Americanos, disputados em Lima, no Peru, em 2019. Na ocasião, quebrou o recorde Sul-Americano com a marca de 22,07m.

 

Apesar de todos os contratempos provocados pela pandemia da Covid-19, que o impediu de competir no exterior contra os seus principais adversários em 2020 e 2021, o recordista sul-americano mantém posição de destaque na modalidade. Darlan ficou seis meses sem competir por ter enfrentado uma lesão nas costas e depois teve Covid.

 

“Foram tempos difíceis, de improvisação. O Centro Nacional de Desenvolvimento do Atletismo, em Bragança Paulista, fechou. Fiz um setor de arremessos num terreno ao lado de casa, montei uma academia na minha residência com equipamentos emprestados pela Confederação, usei material do meu projeto social”, conta o arremessador sobre os desafios durante a pandemia.

 

Darlan já conquistou dez vezes o Campeonato Brasileiro, também ficou em quarto lugar no Mundial de Doha, em 2019, na prova mais disputada de toda a história da competição. O atleta natural de Concórdia figura atualmente como o terceiro melhor arremessador de peso no ranking mundial.

 

Com um 1,90m e mais de 150 quilos, nas Olimpíadas do Rio em 2016 Darlan não conseguiu subir no pódio, mas assegurou a quinta colocação e entrou para a história da modalidade, quebrando por duas vezes o recorde brasileiro, que já pertencia a ele há vários anos. “Não fico satisfeito com os resultados. Quero sempre mais. Sei que posso conseguir mais", conclui.


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