“Margarida do Oeste”: histórias do árbitro com 15 finais de Copa Amai e que já expulsou Falcão; VÍDEO

Morador de Xanxerê, Jorge Luiz Lima da Silva segue atuando como representante da Federação Catarinense de Futebol de Salão

Por Jhonatan Coppini

23/07/2021 10h35 - Atualizado em 23/07/2021 10h35



Jorge Luiz Lima da Silva, popular Margarida, mora em Xanxerê (Foto: Oeste Mais)

Bater um papo com Jorge Luiz Lima da Silva é viajar no tempo, é conhecer histórias dentro das quatro linhas de quadras e campos de futebol, palcos de incontáveis partidas apitadas pelo árbitro apelidado de “Margarida”, mais precisamente, “Margarida do Oeste”.

 

Foi inspirado na arbitragem do famoso Margarida, Jorge José Emiliano dos Santos, que Jorge da Silva começou a moldar a carreira, tentando literalmente imitar o folclórico árbitro do Rio de Janeiro, que fez sucesso entre o final da década de 1980 e início da década de 1990.

 

“Eu trabalhei com ele [José Emiliano dos Santos] em Chapecó e ele falou assim: você tem que ter a tua identidade, a tua identidade que vai seguir com você o resto da vida na tua carreira de arbitragem. E eu optava em imitar o Margaria”, contou Jorge da Silva em entrevista ao Oeste Mais (assista ao vídeo mais abaixo).

Jorge (centro) apitou profissionalmente partidas de futebol de campo e futsal (Foto: Oeste Mais)

São 35 anos de arbitragem e muitas histórias para contar. Umas das mais marcantes na carreira é a expulsão de Falcão em um jogo da Liga Nacional. O árbitro aplicou dois amarelos após faltas cometidas pelo jogador, resultando no vermelho. “Ele já tinha recebido amarelo por ter colocado a mão na bola. E logo em seguida, fez outra falta passível de cartão amarelo, e foi dado o vermelho”.

 

Morador de Xanxerê, casado e pai de cinco filhos, Jorge apitou jogos da Liga Nacional de Futsal por 15 anos e ficou dentro da Federação Catarinense de Futebol de Campo pelo mesmo tempo. Também já tem 35 anos de Federação Catarinense de Futsal.

 

No futebol amador, acumula 15 finais de Copa Amai. “Sou o rei da Copa Amai”, brinca. “Quer ser um grande árbitro, aprenda a apitar o amador, pra depois ir para o profissional”, aconselha.

 

Aos 58 anos de idade, o “Margarida do Oeste segue nas quadras de uma forma diferente. “Hoje eu sou um representante da Federação Catarinense de Futebol de Salão. Então eu estou igual dentro da quadra, só não estou apitando. Estou dentro do espetáculo, fazendo parte da equipe de arbitragem”.

 

“Eu posso dizer que hoje eu posso deitar na cama e sonhar com o passado”, conclui o árbitro.


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