Chapecoense pode ter que jogar de novo quartas de final do Catarinense

Suposta escalação irregular de jogador do Hercílio Luz, eliminado pelo Verdão, mudaria a classificação da primeira fase do estadual

Por Oeste Mais

03/05/2021 16h51 - Atualizado em 03/05/2021 16h51



A Chapecoense está no aguardo do julgamento do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) de Santa Catarina sobre uma suposta escalação irregular de um jogador do Hercílio Luz — derrotado pelo Verdão nas quartas de final do Campeonato Catarinense — em partida entre Brusque e Hercílio Luz no dia 10 de abril.

 

O lateral-direito Alisson foi condenado no dia 6 de abril a uma partida de suspensão em virtude de julgamento do processo 014/2021. O atleta foi expulso na final da Série B do Catarinense de 2020 e aguardava julgamento pelo cartão vermelho, que ocorreu em 6 de abril. Ele deveria cumprir um jogo de suspensão. No entanto, atuou por sete minutos no dia 10 do mês passado.

 

Até que haja o julgamento, a Federação Catarinense de Futebol suspendeu Marcílio Dias x Chapecoense pela semifinal do Catarinense. O confronto ocorreria neste domingo, dia 2.

 

A sessão de julgamento do caso está agendada de maneira virtual para esta terça-feira, às 19 horas. Caso o Hercílio Luz seja punido, o clube perde três pontos e, assim, o Figueirense herda a vaga nas quartas de final para enfrentar o Verdão do Oeste, que deverá ter que disputar novamente a vaga.

 

“A gente ficou bastante surpreso. Você se prepara emocionalmente, e de repente vem o cancelamento, com a possibilidade de jogar mais uma vez, com outra equipe. Além do desgaste físico, você tem o emocional. Mas vamos aguardar o julgamento”, disse o volante da Chape, volante Anderson Leite.

 

O diretor jurídico do Hercílio Luz, Marcos Acorsi, afirmou que o Leão do Sul foi informado pelo TJD-SC que o atleta poderia jogar. “O julgamento foi numa terça-feira, dia 6, e o clube fez a defesa escrita e também virtual ao lado do jogador. Na sessão, o Alisson explica o que ocorreu na partida pela Série B e foi dito (pelo TJD-SC) que ele poderia atuar (no dia 10). Houve essa afirmação, mas não sei de quem, pois eu não estava lá. Já solicitamos a cópia da gravação da sessão para saber quem disse isso. Em virtude da gente conhecer a legislação, optamos pela escalação dele. Na nossa interpretação não houve erro”, disse.

Com informações do GE


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