MEC desiste de pedir vídeos de alunos durante Hino Nacional por questões técnicas e de segurança

Há quatro dias, ministério da Educação havia enviado e-mail para escolas pedindo a leitura de uma carta do ministro, seguida da execução do Hino Nacional

Por Oeste Mais

01/03/2019 16:14


O Ministério da Educação (MEC) desistiu de pedir às escolas para gravarem alunos durante a execução do Hino Nacional, segundo a pasta, por questões técnicas de armazenamento e de segurança.

 

De acordo com o MEC, um novo comunicado começou a ser encaminhado às escolas na manhã desta quinta-feira, dia 28, com a retirada do pedido.

 

A carta às escolas foi alvo de críticas de educadores e juristas e motivou um processo de apuração pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e uma representação de parlamentares ao Ministério Público Federal.

 

Na última terça-feira, dia 26, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, reconheceu que errou ao pedir que as escolas filmassem as crianças cantando o Hino Nacional sem a autorização dos pais.

 

O MEC decidiu enviar nova carta às escolas destacando que a gravação era voluntária, mediante autorização da pessoa filmada ou de seus pais ou responsáveis.

 

A primeira carta do MEC também gerou polêmica porque pedia que fosse lida na escola, antes da execução do Hino, uma mensagem do ministro contendo as frases "Brasil acima de tudo" e "Deus acima de todos", que foram o slogan da campanha do presidente Jair Bolsonaro nas eleições. Na nova versão da carta enviada às escolas, o slogan foi retirado.

 

“O slogan de campanha foi um erro. Já tirei, reconheci, foi um engano, tirei imediatamente. E quanto à filmagem, só será divulgada com autorização da família”, disse o ministro da Educação durante audiência no Senado na última terça.

 

Com informações do G1


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