Reciclagem gerou 70 milhões de reais entre 2017 e 2018

Anuário do setor de reaproveitamento de resíduos sólidos destacou a economia gerada pela atividade

Por Oeste Mais

09/09/2019 15:17 - Atualizado em 09/09/2019 15:40



O primeiro Anuário da Reciclagem, que compilou dados do período entre 2017 e 2018, foi lançado na última terça-feira, dia 3, em São Paulo. O documento foi realizado pela Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis, a Ancat, e a empresa Pragma Soluções Sustentáveis, entre outros parceiros.

 

Para o presidente da Ancat, Roberto Rocha, o anuário é um marco para os catadores, um instrumento fundamental para os governos e a iniciativa privada terem acesso a informações consistentes sobre a nossa categoria.

 

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o SNIS, apenas 22% dos municípios do Brasil possuíam coleta seletiva pública, e aproximadamente 15% dos municípios possuem pelo menos uma Cooperativa ou Associação de Catadores de Materiais Recicláveis com incentivo público.

 

Considerando a abrangência da ação de Cooperativas ou de coleta seletiva, 25% dos municípios possuem ao menos uma das formas de coleta.

Em 2018, foram comercializados R$ 32 milhões equivalente a cerca de 67.000 toneladas coletadas (Foto: Raphael Alves)

O anuário também coletou informações sobre a percepção da população: 98% enxergam a reciclagem como algo importante para o futuro, 39% não separam o lixo orgânico do reciclável, 66% sabem pouco ou nada sobre coleta seletiva e 81% sabem pouco ou nada sobre Cooperativas de Reciclagem.

 

Ainda, o documento destacou uma pesquisa do IPEA, com base nos dados do Censo 2010, que a existência de aproximadamente 388.000 catadores de materiais recicláveis no Brasil.

 

Entretanto, o Movimento dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) acredita que existem de 800.000 a um milhão de catadores em atividade.

 

A distribuição regional desses catadores de materiais recicláveis, a partir de dados da PNAD 2017 e 20189, demonstra grande concentração: 40% dos catadores estão na região Sudeste e 30% na Nordeste.

 

De acordo com os dados do anuário, em 2017 as organizações acompanhadas pela ANCAT registraram faturamento de R$ 39 milhões com a comercialização de 84.000 toneladas coletadas.

 

Em 2018, foram comercializados R$ 32 milhões, equivalente a cerca de 67.000 toneladas coletadas.

 

Ao mesmo tempo, o documento mostrou qual seria o custo da coleta seletiva pública de resíduos sólidos para realizar o trabalho do volume de materiais recicláveis recuperados pelas cooperativas e associações. O gasto total equivalente seria de R$ 37 milhões para o volume de 2017 e 30 milhões de reais para 2018.

Com informações da Veja


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