Minha Casa Minha Vida deve ser dividido em dois novos programas habitacionais

Um dos programas será destinado a famílias de baixíssima renda, com 100% de financiamento pelo governo, e outro, a famílias de baixa e média renda

Por Oeste Mais

04/06/2019 15:25 - Atualizado em 04/06/2019 15:25



O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, anunciou nesta terça-feira, dia 4, que o governo pretende dividir o programa Minha Casa Minha Vida em dois programas de habitação social: um destinado a famílias de baixíssima renda e outro destinado a famílias de baixa e média renda.

 

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, a proposta do governo, ainda em estudo, poderá sofrer mudanças. Ainda segundo a assessoria da pasta, a ideia do grupo que está elaborando a proposta é alterar o nome do programa habitacional, o que ainda não foi definido.

 

Na semana passada, Gustavo Canuto havia afirmado à imprensa que o nome do programa Minha Casa Minha Vida seria alterado pelo governo.

 

Segundo ele, dentro de cada programa haverá subdivisões. Naquele para famílias de baixíssima renda, por exemplo, serão atendidas famílias que não têm acesso ao crédito imobiliário; pessoas vindas de áreas afetadas por situações de emergência ou calamidade pública; e também famílias afetadas por obras públicas. Nessa faixa, o custo das moradias será totalmente pago pelo governo.

 

Já no programa destinado à baixa e média renda haverá incentivo para a aquisição do imóvel, seja por acesso a financiamentos ou pelo que o ministro chamou de “poupança imobiliária”. Essa poupança imobiliária seria uma espécie de aluguel pago pelo beneficiário, mas que pode ser usado para adquirir o imóvel que ele está ocupando ou qualquer outro imóvel.

 

De acordo com o ministro, a poupança imobiliária seria acumulada enquanto as famílias ocupam o imóvel construído pelo governo. Gustavo Canuto negou, no entanto, que trate-se de cobrança de um aluguel.

Do G1


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