Índice de Atividade Econômica cresce 2,95% em Santa Catarina

Dados apontam que Santa Catarina se mantém entre os estados de maior crescimento do país

Por Oeste Mais

05/06/2019 10:02 - Atualizado em 05/06/2019 10:02



O Índice de Atividade Econômica de Santa Catarina, estimado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, teve um crescimento nos quatro trimestres, encerrados em março de 2019, de 2,95%, sobre o mesmo período anterior.

 

Os dados apontam que Santa Catarina se mantém entre os estados de maior crescimento do país. O Brasil, segundo o PIB trimestral do IBGE, cresceu 0,9% no mesmo período, um pouco abaixo da taxa de 2018, de 1,1%.

 

O resultado mostra também uma desaceleração da economia do estado. Em dezembro de 2018, indicadores apontavam um crescimento de 3,6%. Em setembro do mesmo eram 4,2%.

 

O economista Paulo Zoldan analisa os índices estaduais como reflexo do baixo crescimento econômico do país, que além de estar avançando a uma taxa bem inferior, vem desacelerando.

 

“Os primeiros meses de 2019 têm sido marcados por uma perda de fôlego da economia diante de uma percepção de que a tramitação da reforma da Previdência e das demais que seguem na pauta deverá levar mais tempo do que o esperado inicialmente”, afirma.

 

“Problemas climáticos e a forte retração da indústria extrativa nacional também se somam a um cenário externo marcado por uma forte crise econômica na Argentina e por embates comerciais entre EUA e China. Juntos, estes fatores têm impactado a economia brasileira e a da maioria dos estados”, avalia Zoldan.

 

Saldo positivo em SC

 

As estimativas de crescimento do país para 2019 estão passando por sucessivas revisões para baixo, frustrando expectativas. Mas em Santa Catarina, com exceção da agropecuária, dos segmentos de fabricação de produtos alimentícios e dos serviços prestados às empresas, todos estão crescendo.

 

O resultado do índice, que aponta a tendência de crescimento do PIB estadual, decorreu dos seguintes desempenhos: Agropecuária (-5,5%), Indústria (3,4%) e Serviços (3,6%).


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