FMI reduz previsão de crescimento do Brasil para 2019

Organismo diminuiu a projeção do PIB do país para 2,1%, contra taxa de 2,5% prevista em janeiro

09/04/2019 14:39 - Atualizado em 09/04/2019 14:39


O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a estimativa de crescimento da economia brasileira em 2019, citando a necessidade de cortes de gastos com funcionalismo público e da reforma da Previdência para conter as crescentes despesas.

 

Em seu relatório Perspectiva Econômica Global divulgado nesta terça-feira, 9, o FMI cortou a projeção de crescimento do PIB em 2019 para 2,1%, contra taxa de 2,5% prevista em janeiro.

 

Os números do FMI estão mais otimistas do que os dos analistas brasileiros. No último Boletim Focus, divulgado na segunda-feira pelo Banco Central, a projeção é que a economia brasileira avance 1,97% no ano — quatro semanas atrás, essa estimativa era de 2,28%.

 

“A principal prioridade (do Brasil) é conter o aumento da dívida pública, garantindo simultaneamente que as despesas sociais necessárias permaneçam intactas”, diz o FMI em seu relatório. Na visão da entidade, o teto de gastos introduzido em 2016 — que prevê uma redução da despesa de aproximadamente 0,5 ponto porcentual do PIB ao ano, por uma década — é um passo “na direção certa para facilitar a consolidação fiscal”.



A favor do Brasil, segundo o FMI, está a inflação próxima do centro da meta, que ajuda o BC a manter uma política monetária expansionista o suficiente para estimular a demanda. Junto à reforma nas leis trabalhistas e à redução do crédito subsidiado, a entidade considera que os esforços para melhorar a infraestrutura e a eficiência dos sistemas financeiros “ajudariam a elevar a produtividade e impulsionar as perspectivas de crescimento de médio prazo”.

 

Já para 2020, a expectativa é de que economia crescerá 2,5%, contra 2,2% da estimativa anterior. O organismo melhorou a projeção para a taxa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, em meio a uma inflação em torno do centro da meta e à queda nos spreads (entre os juros que o banco cobra ao emprestar e a taxa que ele mesmo paga ao captar dinheiro) desde outubro.

 

Para 2020, a expectativa publicada no Boletim Focus é de expansão de 2,70%, melhor que a do FMI.

Da Veja


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