Fevereiro registra maior volume de saques da poupança dos últimos três anos

Mês passado, saques superaram os depósitos na modalidade de investimentos em R$ 4,02 bilhões, informou a instituição

Por Oeste Mais

09/03/2019 07:59


As retiradas de recursos da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 4,020 bilhões em fevereiro deste ano, informou nesta sexta-feira, dia 8, o Banco Central. Este foi o quinto ano seguido com saída líquida de recursos da poupança e foi, também, a maior retirada em meses de fevereiro desde 2016 – ou seja, em três anos.

 

Ainda de acordo com dados oficiais, a retirada líquida de recursos da modalidade de investimentos (acima dos depósitos) foi de R$ 15,253 bilhões no primeiro bimestre deste ano. Foi o maior saque para este período desde 2016 (-R$ 18,670 bilhões).

 

Segundo o Banco Central, os depósitos superaram os saques em R$ 38,2 bilhões em 2018.

 

Volume total de recursos

 

Com a saída líquida de recursos na poupança, o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado, registrou queda em fevereiro.

 

Em janeiro de 2019, o saldo da poupança estava em R$ 788,898 bilhões. Já em fevereiro deste ano o estoque total de recursos aplicados na poupança somou R$ 787,933 bilhões.

 

Além dos depósitos e das retiradas, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança. Em fevereiro deste ano, os rendimentos somaram R$ 2,965 bilhões.



Atratividade da poupança

 

Com a queda dos juros básicos da economia registrada até março de 2018 e a manutenção desde então da taxa Selic na mínima histórica de 6,5% ao ano, a caderneta de poupança passou a render menos.

 

Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC.

 

Com a taxa Selic atualmente em 6,5% ao ano, a remuneração da poupança está hoje em 4,55% ao ano, mais Taxa Referencial. Mas a queda de rendimento afeta também as aplicações conhecidas como pré-fixadas, que têm por base a Selic.

 

Segundo cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a poupança continuará sendo uma "excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano".

 

Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído o interesse de aplicadores nos últimos anos.

 

Além disso, outras aplicações financeiras também têm registrado performance melhor do que a poupança. No ano passado, por exemplo, ouro e dólar foram os melhores investimentos. A poupança ficou na décima colocação 

Com informações do G1


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