Com elevação da taxa Selic para 7,75%, Brasil volta a liderar ranking mundial de juros reais

Decisão do governo de flexibilizar o teto de gastos gerou reação negativa e deve motivar aceleração do ritmo de alta dos juros

Por Redação Oeste Mais

28/10/2021 08h59 - Atualizado em 28/10/2021 09h13



Com a elevação da Selic em 1,5 ponto percentual nesta quarta-feira, dia 27, deixando a taxa básica de juros em 7,75% ao ano, o Brasil voltou a ser o país com a maior taxa mundial de juros reais, segundo ranking compilado pelo MoneYou e pela Infinity Asset Management.

 

O Brasil vinha na segunda posição da lista, mas passou a Rússia e assumiu a liderança após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

 

O ranking foi divulgado em reportagem publicada pelo g1. Com a Selic mais alta, o objetivo é que o consumo diminua e a economia esfrie para controlar a inflação, que pode fechar o ano na casa de dois dígitos.

 

Com a nova Selic, os juros reais atingiram 5,96% ao ano. A taxa de juros real é calculada com abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses, sendo considerada uma medida melhor para comparação com outros países.

Ranking dos juros reais (Foto: g1)

A taxa Selic está no maior patamar em quatro anos — em outubro de 2017, a foi reduzida de 8,25% para 7,5%. A elevação de 1,5 ponto percentual de uma só vez é a maior desde dezembro de 2002, quando a Selic subiu 3 pontos percentuais.

 

No comunicado divulgado após a reunião desta quarta, o Copom diz ver sinais de uma inflação persistente no país, além dos componentes "voláteis"; sinaliza que pode voltar a elevar a Selic em 1,5 ponto em dezembro; e aponta que a tentativa de furar o teto de gastos do governo federal pode gerar movimentos inflacionários ainda maiores.


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