IBGE prevê safra recorde de 263,1 milhões de toneladas para 2021

Arroz, milho e soja são os principais produtos deste grupo, que, somados, representam 93,1% da estimativa da produção e respondem por 87,7% da área a ser colhida

Por Oeste Mais

11/03/2021 10h03 - Atualizado em 11/03/2021 10h03



Em fevereiro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2021 alcançou mais um recorde, devendo totalizar 263,1 milhões de toneladas, 3,5% acima (9,0 milhões de toneladas) da obtida em 2020 (254,1 milhões de toneladas) e 0,3% (908,4 mil toneladas) acima da informação anterior (262,2 milhões de toneladas).

 

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) aponta que a área a ser colhida é de 67,0 milhões de hectares, sendo 2,3% (1,5 milhão de hectares) maior que a área colhida em 2020 e 0,2% (156,5 mil hectares) maior do que o previsto no mês anterior.

 

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 93,1% da estimativa da produção e respondem por 87,7% da área a ser colhida. Em relação a 2020, houve acréscimos de 3,4% na área do milho (3,3% na primeira safra e 3,4% na segunda); de 3,1% na da soja e de 0,2% na do arroz. Por outro lado, houve declínio de 11,3% na área do algodão herbáceo.

 

Esperam-se recordes na produção de soja, totalizando 130,4 milhões de toneladas, com alta de 7,3% na comparação com 2020, e na produção de milho (declínio de 2,9% na primeira safra e alta de 1,4% na segunda), totalizando 103,5 milhões de toneladas, com alta de 0,3% frente a 2020. Mas houve declínio nas estimativas de produção de algodão herbáceo (-16,5%), totalizando 5,9 milhões de toneladas, e de arroz em casca (-0,7%), totalizando 11,0 milhões de toneladas.

 

A informação de fevereiro para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2021 alcançou 263,1 milhões de toneladas e uma área colhida de 67,0 milhões de hectares. Em relação a 2020, a área a ser colhida cresceu 2,3% (1,5 milhão de hectares). Frente ao previsto no mês anterior, houve alta de 156,5 mil hectares (0,2%).

 

As regiões a Sul (14,1%) e a Nordeste (0,9%) tiveram acréscimos em suas estimativas, sendo que a primeira deve produzir 83,4 milhões de toneladas (31,7% do total do país) e a segunda 22,8 milhões de toneladas (8,7% do total). Já o Centro-Oeste (-0,9%), com 120,6 milhões de toneladas (45,8% total); o Sudeste (-0,6%), com 25,6 milhões de toneladas (9,7% do total); e o Norte (-2,2%), com 10,7 milhões de toneladas (4,1% do total) tiveram queda em suas estimativas.

 

Entre as unidades da federação, o Mato Grosso lidera, com uma participação de 27,2%, seguido pelo Paraná (15,8%), Rio Grande do Sul (13,4%), Goiás (9,8%), Mato Grosso do Sul (8,5%) e Minas Gerais (6,0%), que, somados, representaram 80,7% do total nacional. As variações positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Paraná (703,7 mil toneladas), em Sergipe (230,7 mil toneladas), em Goiás (161,0 mil toneladas), em Minas Gerais (2,5 mil toneladas) e no Espírito Santo (1,4 mil toneladas).


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