Com queda de 4,1% do PIB, Brasil deixa grupo das dez maiores economias do mundo

Canadá, Coreia do Sul e Rússia passam na frente, e país cai para a 12ª posição no ranking de 2020

Por Oeste Mais

03/03/2021 13h14 - Atualizado em 03/03/2021 13h16



Depois de 14 anos, o Brasil deixou de figurar entre as dez maiores economias do mundo. Com a queda de 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, impactado pelos efeitos negativos da pandemia, o Brasil passou a ocupar a 12ª posição, entre as maiores economias do mundo. O ranking foi elaborado por Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, agência de classificação de risco.

 

"O Brasil entrou para o grupo das dez maiores economias mundiais em 2006, mas caiu para a 12ª posição em 2020, depois de 14 anos. Em 2019, o país ocupava o 9º lugar, mas no ano passado foi ultrapassado por Canadá, Coreia e Rússia", disse Agostini.

 

No ranking, os Estados Unidos continuam sendo a maior economia mundial, com PIB de US$20,8 trilhões, que representa 23% da economia global. Em seguida, aparece a China com um PIB de US$14,8 trilhões, que equivale a 16,4% da economia mundial.

 

No terceiro posto, aparece o Japão, com uma economia que produziu US$4,9 trilhões, o equivalente a 5,4% da participação mundial. Só na quarta colocação aparece um país europeu, a Alemanha, com PIB de US$3,7 trilhões.

 

O Brasil aparece na 12ª colocação com um PIB de US$1,42 trilhão. 

 

Agostini observa que para este ano, sua estimativa é que o Brasil possa perder ainda mais duas posições e cair para a 14ª colocação, sendo ultrapassado pela Espanha e pela Itália.

Para elaborar o ranking, Agostini utilizou dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele observa que a desvalorização de 32,9% do real frente ao dólar ano passado também contribuiu para essa queda no ranking, já que para efeito de comparação os PIBs estão dolarizados.

 

"O ranking funciona como uma espécie de bússola para os investidores, porque revela a grandeza e o histórico que a economia deste país vem ocupando nos últimos anos. A pandemia afetou todo mundo, mas o Brasil acabou sendo mais impactado", diz Agostini.

 

Com informações do Jornal O Globo


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