Prefeito pede ajuda ao Ministério da Economia para reabrir frigorífico interditado em Ipumirim

Operações na unidade estão paradas desde 18 de maio, por falhas na prevenção ao novo coronavírus

Por Oeste Mais

28/05/2020 16h31 - Atualizado em 28/05/2020 16h32


O prefeito de Ipumirim, Volnei Antônio Schmidt, pediu ajuda ao Governo Federal na tomada de medidas que viabilizem a desinterdição do frigorifico do município no Oeste, que está com as operações paradas desde o dia 18 de maio, após fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho constatar irregularidades na prevenção ao novo coronavírus em relação aos trabalhadores.

 

O ofício assinado pelo prefeito foi enviado ao Ministério da Economia, a quem é subordinada a Superintendência Regional do Trabalho. No documento, o gestor diz que a atividade é essencial e de impacto social significativo à população de toda a região.

 

O documento diz que mesmo que tenha havido uma "eventual falha" em alguns dos procedimentos, "não se justifica uma interdição total" das atividades da planta, sem que "ao menos seja permitida a correção" do procedimento irregular.

 

"Essa atividade para nós representa hoje mais de 60% da arrecadação, são em torno de 1.700 colaboradores, 240 integrados, representam um valor diário de R$ 2 milhões, aproximadamente. Claro, a gente se preocupa também com a saúde humana em primeiro lugar, mas a atividade econômica do no nosso município também é muito importante", disse Schmidt em vídeo.

 

Ainda não há resposta do Governo Federal.

 

Fiscalização

 

O frigorífico de aves é da Seara Alimentos, empresa que pertence à JBS. A unidade foi interditada por causa de irregularidades na prevenção ao novo coronavírus. Na data da fiscalização, a unidade tinha 86 trabalhadores com Covid-19 que moram tanto em Ipumirim quanto em municípios vizinhos.

 

Entre os problemas encontrados na agroindústria, estão casos de funcionários que, apesar de terem sido diagnosticados com coronavírus, não foram afastados das funções. Também foi constatada a falta de distanciamento seguro entre os funcionários.

 

Por causa disso, o Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação civil pública pedindo indenização por dano moral coletivo contra a JBS por causa da falta de segurança aos trabalhadores em relação à Covid-19.

Com informações do G1

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