Banco do Brasil se vê em melhor posição do que rivais sobre perspectivas para inadimplência

BB fez uma provisão adicional para perdas esperadas com inadimplência de cerca de R$ 2 bilhões no primeiro trimestre

Por Oeste Mais

07/05/2020 14h36



Lições aprendidas com crises anteriores fizeram o Banco do Brasil ficar mais preparado para cenários como o atual, o que o deixou em condições de prever um crescimento menor dos índices de inadimplência nos próximos meses, disseram executivos do banco nesta quinta-feira, dia 7.

 

“O BB tem uma posição relativamente privilegiada em relação aos demais bancos, considerando a origem de seus resultados”, disse o presidente-executivo do BB, Rubem Novaes, a jornalistas em teleconferência sobre o resultado do primeiro trimestre.

 

Novaes e outros executivos do BB citaram como exemplos dessa potencial vantagem a exposição relativamente baixa da carteira do banco a pequenas e médias empresas, público diretamente afetado pela crise atual; a forte fatia do consignado no crédito a pessoas físicas; e o fato de mais da metade do empréstimo do agronegócio ter amenizadores de risco.

 

O BB fez uma provisão adicional para perdas esperadas com inadimplência de cerca de R$ 2 bilhões no primeiro trimestre, o que levou o lucro ajustado a cair cerca de 20% na comparação com igual período de 2019.

 

No fim de março, o índice de inadimplência acima de 90 dias do BB era de 3,2%, marcando a segunda queda sequencial, mas acima do índice de 2,58% de um ano antes.

 

Segundo o vice-presidente de finanças e relações com investidores do BB, Carlos Hamilton Araújo, o BB melhorou seus modelos de risco desde a última crise enfrentada pelo país, após a recessão de 2015-16.

 

Por isso, afirmou, o banco acredita que desta vez o índice pode subir, mas não ir muito além do pico de 4,11% atingido no meio de 2017.

Com informações da Reuters


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