Estado catarinense segue com menor taxa de desemprego do país

Número de pessoas trabalhando por conta própria subiu de 786 mil para 823 mil no último trimestre de 2019

Por Oeste Mais

14/02/2020 13h53 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



A economia de Santa Catarina conseguiu mais avanço na expansão da oferta de trabalho com o recuo da taxa de desemprego de 5,8% para 5,3% na passagem do terceiro trimestre do ano passado para o quarto trimestre. No ano de 2019, o Estado teve taxa média de desemprego de 6,1%. Os dados são da pesquisa Pnad Contínua Trimestral do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e mostram a já tradicional posição de menor taxa de desemprego do país. De acordo com a pesquisa, SC fechou setembro com 222 mil trabalhadores desocupados e, em dezembro, recuou para 209 mil desocupados. Essa queda de 0,5 ponto percentual significa 13 mil pessoas a menos sem trabalho.

 

Apesar da taxa geral positiva, os dados da Pnad mostram que a empregabilidade no Estado vem mudando. O número de pessoas trabalhando por conta própria subiu de 786 mil para 823 mil, o que significa um acréscimo de 37 mil pessoas no último trimestre do ano passado, 22,5% do total. O número de trabalhadores sem carteira assinada cresceu de 247 mil para 253 mil, o que representa seis mil a mais.

 

No Brasil, a taxa de desocupação no quarto trimestre ficou em 11%, com retração de 0,8 ponto percentual frente ao trimestre anterior. A taxa média anual caiu de 12,3% em 2018 para 11,9% em 2019. As maiores taxas de desemprego foram registradas na Bahia (16,4%), Amapá (15,6%), Sergipe e Roraima (14,8%). As menores foram em SC (5,3%), Mato Grosso (6,4%) e Mato Grosso do Sul (6,5%), apurou a Pnad.

 

Santa Catarina também apresentou a menor taxa de subutilização da força de trabalho, que consiste no percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial. O Estado fechou o quarto trimestre com 10,2%, seguido por Mato Grosso com 12,9% e o Rio Grande do Sul com 14,6%. A média nacional ficou em 23% e as piores taxas foram apuradas no Piauí (42%), seguido por Bahia (39%) e Maranhão (38,2%).

 

Segundo o IBGE, o Estado teve o menor percentual de desalentados (0,8%) frente a 16,8% da média do país; o maior percentual de pessoas com carteira assinada (87,7%) enquanto a média nacional ficou bem menor (74%).

 

Tema polêmico do ministro da Economia esta semana, o número de trabalhadores domésticos no Estado cresceu de 173 mil para 181 mil no trimestre, com acréscimo de oito mil novas vagas.

 

Considerando dados gerais, o estado encerrou o quarto trimestre do ano com um total de população estimada de 7,184 milhões de pessoas, sendo 3,695 milhões ocupadas. A renda média ficou em R$ 2.556 e a renda média dos empregadores, R$ 5.238.

 

O melhor desempenho de SC no emprego está ligado principalmente à diversificação da economia, boa distribuição da atividade econômica, forte segmento de pequenas empresas, alta taxa de exportação e oferta de microcrédito produtivo.

Com informações do NSC Total


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