Economia cresceu 0,17% em outubro, aponta 'prévia' do PIB

Esse foi o terceiro mês seguido de alta do indicador, que registrou, porém, desaceleração frente a setembro

Por Oeste Mais

13/12/2019 09h26 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



O nível de atividade da economia brasileira registrou crescimento em outubro, primeiro mês do quarto trimestre, indicou nesta sexta-feira, dia 13, o Banco Central (BC). O chamado Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado uma "prévia" do PIB, apresentou uma expansão de 0,17% em outubro, na comparação com o mês anterior. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes).

 

Na comparação com outubro do ano passado, o índice apresentou crescimento de 2,13%. Os números do BC mostram que nível de atividade cresceu pelo terceiro mês seguido em outubro. Porém, houve desaceleração no ritmo de alta na comparação com setembro - quando foi registrado um aumento de 0,48%.

 

 



O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Na parcial do ano, informou o BC, foi registrada uma alta de 0,95% e, em 12 meses até outubro, um crescimento de 0,96% no IBC-Br. Esses valores foram calculados sem ajuste sazonal, pois consideram períodos iguais.

 

PIB e IBC-Br

 

O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB. O cálculo dos dois têm diferenças – o índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

 

Definição dos juros básicos da economia

 

O IBC-Br ajuda o Banco Central na definição dos juros básicos da economia. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Atualmente, a taxa Selic está em 4,5% ao ano, na mínima histórica, e a avaliação do mercado é de que o ciclo de corte dos juros está próximo do fim.

 

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

 

Para 2019, a meta central de inflação é de 4,25%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,75% e 5,75%, sem que a meta seja formalmente descumprida

Com informações do G1


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