Estoque de 42 mil toneladas de milho será utilizado para alimentação animal em SC

Companhia Nacional de Abastecimento vai destinar grão para o suprimento de aves suínos

Por Redação Oeste Mais

30/05/2018 09h36 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Santa Catarina terá acesso a 42 toneladas de milho para ração animal (Foto: Julio Cavalheiro/Secom)

Santa Catarina terá acesso a 42 mil toneladas de milho para alimentação animal. O governo federal autorizou a liberação dos estoques da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para os criadores de aves e de suínos e para as indústrias de processamento de ração animal das regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste do Brasil. O setor aguarda a publicação da Medida Provisória para dar andamento à ação.

 

O milho será disponibilizado pelo Programa de Vendas em Balcão e terá um custo de R$ 31,90 por saco para as agroindústrias e produtores catarinenses. Os armazéns da Conab estão localizados em locais estratégicos, chamados de corredores de abastecimento, e poderão atender a principal demanda do setor produtivo, que são insumos para a fabricação de ração.

 

Santa Catarina conta com 42 mil toneladas de milho estocadas nos armazéns de Campos Novos, Quilombo, Chapecó, Mafra, Irineópolis, Itapiranga, Maracajá, Braço do Norte, Herval d’Oeste, Coronel Freitas, São Miguel do Oeste e Bom Jesus. O grão trará um novo fôlego para o setor agropecuário e poderá garantir pelo menos mais três dias de ração para os suínos e aves alojados.

 

O secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, lembra que esta não será uma ração completa, já que faltam insumos para formulação. “Não será uma ração ideal, porém é o milho que manterá a sobrevivência dos animais, evitando a inanição e o canibalismo”, destaca.

 

Falta de alimentos

 

Há mais de uma semana sem o fornecimento de ração devido à paralisação dos caminhoneiros, os produtores já não tinham mais insumos para alimentar os animais nas granjas. Segundo Spies, a situação do agronegócio no estado é dramática e todos os dias o governo do estado busca soluções pontuais para alimentar os animais e evitar que o setor entre em colapso.

 

“A cada dia que passa, são alojados mais suínos e aves nas granjas. Os nascimentos continuam acontecendo e os abates praticamente pararam. Hoje temos 15% a mais de animais nas granjas. Nós temos o desafio de acabar com a greve e voltar à normalidade porque a situação está insustentável”.


COMENTÁRIOS

Os comentários neste espaço são de inteira responsabilidade dos leitores e não representam a linha editorial do Oeste Mais. Opiniões impróprias ou ilegais poderão ser excluídas sem aviso prévio.