Horário de verão entra em vigor e segue até fevereiro de 2018

Estudos recentes demonstram que medida traz atualmente resultados próximos da neutralidade para o sistema de energia

Por Oeste Mais

15/10/2017 02h11 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



A 42ª edição do horário de verão entrou em vigor à meia-noite deste domingo, dia 15, com os relógios adiantados em uma hora. A medida vale até o dia 18 de fevereiro para moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste.

 

Gerente do Departamento de Comercialização da Celesc, Gustavo Rocha destaca que o horário de verão provoca o deslocamento da entrada da iluminação pública e o consumo residencial, evitando a coincidência entre o consumo industrial e comercial, registrada normalmente após as 18 horas.

 

"Sem o horário de verão este fato poderia causar um pico de demanda elevado entre 18 e 21 horas, em uma época do ano em que o sistema é comumente submetido a severas condições operativas de demanda", explica Gustavo.

 

Para ele, os principais benefícios da medida são a maior confiabilidade de suprimento em determinadas áreas do sistema elétrico, mais flexibilidade operativa e redução de cortes de carga em situações de emergência. "Ao longo dos anos, o horário de verão vem representando uma redução de quase 5% na demanda durante o horário de pico em Santa Catarina", relata o gerente.

 

Histórico

 

Na última década, a diminuição na demanda por energia entre 18 e 21 horas ao longo do horário de verão foi de aproximadamente 4,5%. Nas regiões do país em que a medida é adotada foi registrada uma economia de 0,5% no consumo de energia. Isso corresponde ao consumo mensal de energia de uma cidade com 2,8 milhões de habitantes, como Brasília, por exemplo.

 

Entretanto, estudos realizados neste ano pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico e Ministério de Minas e Energia demonstraram que a adoção do horário de verão em âmbito nacional traz atualmente resultados próximos da neutralidade para o sistema.

 

Os estudos foram avaliados pelo governo federal, que decidiu manter a vigência do horário de verão para o ciclo 2017/2018, considerando que a medida traz ao consumidor final outros benefícios, como ganho de tempo para lazer, turismo, comércio e segurança. Mas a política será reavaliada nos próximos anos.


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