VÍDEO: Mãe faz apelo para encontrar filho que diz ter sido ‘tomado’ aos sete dias em 1985

Atualmente em Vargem Bonita, mulher afirma que morava em Ponte Serrada quando teve o filho levado por ordem judicial

Por Jhonatan Coppini

09/08/2019 14:17 - Atualizado em 09/08/2019 14:27



Dona Zelí de Fátima de Oliveira alimenta o sonho de reencontrar o filho que não vê há 34 anos. Atualmente em Vargem Bonita, ela diz que teve o menino ‘tomado’ das próprias mãos quando a criança tinha apenas sete dias de vida, em 1985. Na época, morava em Ponte Serrada. A decisão, segundo a mulher, teria partido de um juiz, sob a alegação de que ela não tinha condições de criar o garoto.

 

A mãe conta que o nome da criança era Evandro José de Oliveira, mas na época teria sido trocado para Cláudio de Oliveira. “Ele nasceu no dia 25 de outubro de 1985. O que o juiz acusou é que eu tinha dois filhos e não podia sustentar dois filhos, que ele ia dar para uma família que podia criar, que ele ia ser bem criado. Mas eu não queria dar. Eles me tomaram à força a criança e entregaram para uma família que eu nem sei quem é”, lembra.

 

O apelo para rever o filho foi feito ocasionalmente, no momento em que conseguiu uma carona com o comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Irani, Sandro Pereira, na noite desta quinta-feira, dia 8, na BR-282 — assista ao vídeo logo abaixo.

“Saindo de Catanduvas, passando no trevo, uma senhora pedindo carona, senti no coração de dar carona para ela e olha só no que resultou. Se alguém tiver a possibilidade de ajudar, vamos nos empenhar porque é uma mãe que tem uma dor muito grande no coração para conhecer e saber como é que está o filho depois de muitos anos”, conta Sandro em um vídeo publicado nas redes sociais.

 

O Oeste Mais entrou em contato com o Fórum da comarca de Ponte Serrada, mas não conseguiu detalhes sobre o processo que teria afastado a criança da mãe. A mulher pede que qualquer informação seja levada a ela por meio do telefone 49 – 99153-0020.

 

“Gostaria de saber com quem ele está. Quero explicar a situação para ele. Que ele não tenha mágoa de mim porque não fui eu que dei. Quero dar um abraço nele, só quero saber se está bem [...]. Quero dizer que o amo muito, apesar de não conviver comigo. Ele tinha sete dias quando me tomaram. Foi uma dor muito grande”, lamenta a mãe.


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