Resgate de trabalhador durou 5 horas e mobilizou 19 bombeiros; vítima tinha 23 anos

Tenente fala sobre operação realizada para retirar corpo da vítima preso em pilar

Por Redação Oeste Mais

12/05/2022 09h12 - Atualizado em 12/05/2022 10h35



Bombeiros trabalham para resgatar corpo da vítima (Foto: Corpo de Bombeiros)

O resgate ao trabalhador que morreu soterrado em uma obra de fundação nesta quarta-feira, dia 11, em Xanxerê, durou cerca de cinco horas e mobilizou 19 bombeiros. A equipe foi acionada por volta das 16h30 e teve muita dificuldade para resgatar a vítima, identificada como Evandro Antônio de Lima Trein, de 23 anos (foto abaixo).

 

Segundo o tenente Miguel Moraes Gomes, foi necessário apoio de equipes do Corpo de Bombeiros de Xaxim e Faxinal dos Guedes, além da Força Tarefa do 14º Batalhão, tendo em vista a especificidade da ocorrência de deslizamento ― equipe formada por cinco bombeiros militares com curso em operações de resgate após deslizamento.

 

“O trabalhador ficou soterrado a aproximadamente três metros de profundidade, dentro de uma estrutura de concreto. Ao chegarmos, a vítima já estava em óbito”, disse o tenente (assista ao final do texto).

Evandro Antônio de Lima Trein tinha 23 anos (Foto: Arquivo Pessoal)

O lençol freático estava acima do nível da vítima, com muita água vertendo do solo, deixando a área com muita lama. A terra também estava instável devido ao aterramento recente feito no local.

 

Os bombeiros fizeram o esgotamento da água com uma bomba e máquinas pesadas para a abertura do local onde a vítima estava. Foram utilizadas duas retroescavadeiras na operação. Segundo os bombeiros, o concreto que atingiu a vítima desabou de outro pilar que havia sido recém-concretado.

 

Operação

 

A primeira ação foi abrir uma vala lateral ao pilar para acessar a vítima, com apoio de retroescavadeiras, e remover água com a bomba. A abertura foi bastante larga devido à instabilidade do solo. No decorrer desse momento, aumentou o fluxo de água vertendo do solo, o que dificultou a escavação.

 

Após a abertura da vala, o acesso à vítima foi realizado utilizando desmanche hidráulico, onde foi possível remover parcialmente o concreto e o solo ao redor da vítima, até a altura do quadril.

 

Como o concreto já estava em fase de endurecimento, a equipe precisou de enxadas, pás e um equipamento para desmanchar o concreto. O corpo ficou aos cuidados do Instituto Médico Legal (IML) e da Polícia Científica (antigo IGP). As causas do acidente devem ser apuradas pelas autoridades policiais.


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