Morre Lucas Felipe, bebê de dois anos que portava mutação genética rara

Menino morava em Chapecó e estava internado em Joinville; relembre a história.

Por Oeste Mais

26/09/2021 16h36 - Atualizado em 27/09/2021 09h16



Publicação neste domingo informa morte do menino (Foto: Reprodução/Instagram)

O pequeno Lucas Felipe, de dois anos, morreu neste domingo, dia 26, em Joinville (SC), onde estava internado depois de um quadro de pneumonia. O menino, que morava em Chapecó, onde será sepultado, foi diagnosticado como portador da Mutação do Gene KCNT1 com apenas 57 dias de vida. O Oeste Mais contou a história de Lucas e da família no início de maio deste ano (relembre aqui).

 

“O céu está em festa! Nosso príncipe retornou pros braços do Pai! Nosso passarinho tinha uma grande missão a cumprir, e ele a fez da forma mais linda de todas”, diz o trecho de um texto publicado no Instagram “pelavidadoluca”, gerenciado pela mãe, a atendente de farmácia Adriana Zanchett de Souza, de 33 anos.

 

A Mutação do Gene KCNT1 fazia com que a criança tivesse Paralisia Cerebral Grave e Encefalopatia Epilética Infantil Precoce. Desde o primeiro dia de vida, o pequeno apresentava espasmos musculares, que aparentavam naturais para um recém-nascido, mas que chamavam a atenção e preocupavam a mãe.

Lucas tinha completado dois anos no dia 26 de julho (Foto: Reprodução/Instagram)

Com quatro dias de vida, o primeiro baque emocional bateu à porta da família. “Mandei um vídeo para a pediatra, então ela me falou: 'Isso não é o que eu pensava, não são os espasmos de recém-nascidos, é neurológico’. Quando ela falou ‘neurológico’, o meu mundo caiu”, disse a mãe na entrevista.

 

“Muitas vidas foram tocadas através do nosso anjo! Gratidão a todos que oraram por ele, pedimos que estendam as orações agora a Adri e Diego, os pais do nosso amor”, completa a publicação.

 

Lucas tomava 12 medicamentos contínuos e tinha extrema necessidade de acompanhamento médico. A mãe abdicou do trabalho e da rotina para cuidar do filho. “Nos dias de maior desespero, é Deus que embala o Lucas no colo”, comentou Adriana ao Oeste Mais, em maio deste ano.

 

O velório do menino ocorre na Igreja Assembleia de Deus, no Bairro Passo dos Fortes. O sepultamento está marcado para as 11 horas desta segunda-feira, dia 27, no Cemitério Jardim do Éden.

Lucas e os pais Adriana e Diego (Foto: Reprodução/Instagram)

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