Empresário do Oeste morre aos 83 anos nos EUA; quem era Luizinho Vaccaro

Idoso morava nos Estados Unidos e era sócio fundador das empresas Rafitec Propex e Açaí Amazonas

Por Oeste Mais

27/08/2021 14h01 - Atualizado em 27/08/2021 14h14



Eloy Luiz Vaccaro tinha 83 anos (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O empresário Eloy Luiz Vaccaro morreu na madrugada desta sexta-feira, dia 27, nos Estados Unidos. Ele estava internado no hospital da cidade de Celebration, em Orlando, na Flórida.

 

Conhecido como Luizinho Vaccaro, o empresário tinha 83 anos e era sócio fundador das empresas Rafitec Propex e Açaí Amazonas. As causas da morte não foram informadas.

 

O Grupo Vaccaro emitiu uma nota lamentando o falecimento. Luizinho era pai de cinco filhos, tinha seis netos e dois bisnetos.

 

Nota da Rafitec Propex

 

É com profundo pesar que a família Vaccaro comunica o falecimento do Sr. Eloy Luiz Vaccaro, sócio fundador da Rafitec Propex e Açaí Amazonas, ocorrido na madrugada de (27) de agosto de 2021, no hospital da cidade de Celebration, em Orlando, Flórida (EUA). O Sr. Eloy deixa cinco filhos, seis netos e dois bisnetos. Dentre os filhos, o empresário Márcio Vaccaro, Diretor Presidente da Rafitec Propex.

 

Acusado de envolvimento em crimes

 

Eloy Luiz Vaccaro chegou a ser preso em 2015 durante a operação Madeira Limpa, que desarticulou uma quadrilha de extração e comércio ilegal de madeira em vários municípios do Pará, em Manaus (AM) e Florianópolis.

 

O esquema envolvia empresários do ramo madeireiro e servidores públicos municipais, estaduais e federais. Outros dois empresários também foram presos na época, além do ex-superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Santarém, Luiz Bacelar Guerreiro Júnior.

Eloy Luiz Vaccaro era considerado o maior produtor de açaí do mundo (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Na ação, o Ministério Público Federal acusou Eloy, juntamente com um filho e um neto, de invasão de terras públicas destinadas à reforma agrária, desmatamento ilegal, comércio de produtos florestais sem comprovação da origem legal, e instalação de fábrica potencialmente poluidora sem licença ambiental.

 

Ainda em novembro de 2010, o Ministério Público Federal de Santarém (PA) abriu um inquérito civil público contra ele ao acusa-lo de estar represando o lago do Macupixi e desmatando possível área de preservação permanente no município de Alenquer (PA).

 

Empreendimento no Pará

 

Vacarro saiu do Sul e chegou em 2002 no Pará. De início, ele tinha planos de trabalhar com milho, mas viu potencial no açaí e resolveu apostar não só na produção, mas em pesquisa. Ele se tornou o maior produtor de açaí de terra firme no Pará, com 1.430 hectares, sendo 1.000 no município de Alenquer e o restante em Curuá.

Empresário tinha planos de trabalhar com milho, mas viu potencial no açaí (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

“Vendo açaí para o mundo inteiro. Há muita procura da Europa, Ásia e até China”, disse Vaccaro à revista Globo Rural em uma reportagem publicada em junho deste ano. Ele contou que chegou a fracassar no primeiro plantio de 600 hectares em 2002. Oito anos depois, investiu em irrigação, com tecnologia israelense, e em recuperação de solo e começou a colher os primeiros frutos.

 

O produtor, que morava nos Estados Unidos, planejava elevar a área plantada no Pará para 5 mil hectares, mas não estava demonstrando mais muito entusiasmo com a cultura. Segundo Luizinho, a implantação era muito cara, especialmente pela necessidade de irrigação.

 

Mesmo assim, pretendia lançar em dois anos uma variedade de sementes de açaí no mercado, desenvolvida em programa de melhoramento genético em suas fazendas. “Plantar açaí será o grande negócio do futuro quando tivermos mais tecnologia”, disse.


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