Fotógrafa apaixonada por motociclismo usa redes sociais para mostrar dia a dia após sofrer grave acidente na BR-282

Stefani Söhn tem 21 anos e sofreu fratura exposta após ter moto atingida por carro em São Miguel do Oeste

Por Kiane Berté

09/04/2021 15h26 - Atualizado em 09/04/2021 15h26



Stefani sofreu fratura exposta na perna e outros ferimentos (Fotos: Arquivo pessoal)

Há quase seis meses, a jovem fotógrafa de São Miguel do Oeste, de 21 anos, Stefani Söhn, passava por apuros enquanto se deslocava para casa.

 

Ela conduzia uma motocicleta, com placas de Maravilha, e foi atingida por um veículo de passeio no dia 21 de outubro, na BR-282, entrada para a Linha Aparecida, interior de São Miguel do Oeste.

 

Após o acidente, Stefani foi encaminhada ao Hospital Regional de São Miguel do Oeste em estado grave. Ela relata que a luta para salvar a perna teve início, já que, com o impacto da batida, teve fratura exposta da tíbia esquerda, fratura no fêmur e no dedo mindinho.

 

Além de todos os ferimentos, ela precisou fazer enxerto de pele. Devido ao acidente, Stefani precisou colocar uma haste no fêmur e um fixador externo chamado Ilisarov, que será removido no final a recuperação.

Acidente ocorreu em outubro do ano passado, na BR-282 (Foto: Divulgação)

“É desafiador, sinto pouca dor, totalmente suportável, dentro de casa é tranquilo, mas para ir a qualquer lugar fora de casa, preciso de ajuda. Os cuidados são relativamente simples, lavar bem no banho com sabonete neutro, limpar o fixador com álcool, passar soro fisiológico onde o fixador fica preso na perna e se necessário fechar com uma gase”.

 

Ao todo, foram dois dias de UTI, sete cirurgias, e 58 dias de internação entre o hospital de São Miguel do Oeste e o Hospital Universitário, de Florianópolis.

 

“A recuperação está sendo bem tranquila, sem nenhumas complicações até o momento. Sei que está sendo uma trajetória relativamente longa, mas desde o primeiro momento que soube da minha situação, tentei levar da forma mais leve e bem humorada possível, sei que não parece fácil, mas ficar se lamentando não é uma opção pra mim, não faria mal somente pra mim, mas também as pessoas a minha volta, porque ninguém merece ter que cuidar de uma pessoa ranzinza”, comenta e brinca.

 

Stefani morava sozinha antes de o acidente acontecer e, agora, mais de cinco meses depois, já retornou à casa com ajuda dos amigos e se mantém forte para levar uma vida “o mais normal possível”.

Além de fotógrafa, Stefani trabalha como cozinheira (Fotos: Arquivo pessoal)

Uso das redes sociais

 

Stefani Söhn é uma pessoa bem ativa nas redes sociais, isso porque, trabalha com fotografia e precisa estar expondo os trabalhos que faz.

 

Agora, estando em casa e sem poder andar direito, precisa se ocupar de alguma forma. Com a perna imobilizada, passou a fazer vídeos e fotos do dia a dia para mostrar como está sendo sua rotina depois do acidente.

 

Através do seu Instagram, ela mantém os amigos informados sobre sua situação, e mostra um pouco da realidade que está vivendo no momento.

 

“Mesmo nas piores situações que você pode estar, encare tudo com leveza, que tudo passa, dias ruins não são para sempre e que se tu encarar dessa forma, o tempo passa muito mais rápido do que se tu ficar se lamentando”, aconselha.

Stefani foi uma das fundadoras do moto clube feminino "Lobas do Oeste" (Fotos: Arquivo pessoal)

Paixão por moto, fotografia e culinária

 

A jovem natural de Itapiranga explora bastante seus hobbies. Além de fotógrafa, Stefani trabalha como cozinheira, e tem uma paixão muito grande por motocicleta.

 

Devido ao acidente, Stefani precisou se manter afastada dos trabalhos e da estrada, até a sua recuperação.

 

"Minha paixão por motociclismo vem desde a adolescência, mas cresceu ainda mais quando vim morar em São Miguel do Oeste, e conheci e fiz amigos com o pessoal de moto grupos. Um pouco depois, fiz a carteira de motorista e comprei a Nega Gertrudes, uma intruder 125, que é minha companheira de estrada”.

 

A profissional faz parte de um moto clube chamado Lobas do Oeste, que é destinado às mulheres motoqueiras da região. Segundo Stefani, o grupo foi fundado em 2020, junto com outras quatro amigas.

 

“É um grupo só de mulheres que estão em busca de seu espaço, num mundo que ainda é predominado por homens (que inclusive nos ensinam e apóiam muito)”.

 

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