Apaixonada por poesia, jovem usa redes sociais para mostrar talento e expressar sentimentos

Samira Rech tem 18 anos e começou a escrever poemas em 2015, durante um recital de poesias na escola

Por Kiane Berté

16/03/2021 13h39 - Atualizado em 16/03/2021 14h08



Samira usa as redes sociais para mostrar seu talento (Foto: Arquivo pessoal)

Com a chegada da pandemia, as pessoas estão passando bastante tempo na internet, seja para conversar com amigos, com a família, conhecer pessoas novas, ou estudar e aprender alguma coisa.

 

Tem pessoas que acabaram se superando ao descobrir dons que antes eram desconhecidos, como cozinhar, cantar, aprender uma coreografia difícil no TikTok, ou recitar poemas, que foi o caso da vargeonense Samira Danielli Rech, de 18 anos.

 

Os poemas de Samira começaram a ser escritos ainda em 2015, quando ela estava na 7ª série. Conforme ela, a partir de um recital de poesia na escola, descobriu a paixão pela escrita. Porém, os poemas passaram a ser divulgados por ela no final do ano passado (assita ao vídeo logo abaixo).

 

“É uma forma de me expressar de uma maneira um pouco diferente e que as pessoas ouvem mais”, explica.

 

Mesmo criando poemas somente na escola, Samira passou a guardá-los na memória e criou outros que logo estarão disponíveis em suas redes sociais.

 

A inspiração da primeira poesia que ela divulgou em seu Instagram, em outubro, veio em meio à pandemia e aos problemas sociais que ela acompanhou durante todo esse tempo.

 

Em casa, sem poder frequentar a escola e preocupada com a situação atual, Samira resolveu colocar no papel as rimas que expressam suas inseguranças e medos, além dos problemas que percebe na sociedade, no dia a dia.

 

"Acho que elas [as inspirações] vem dos problemas que vivemos e algumas pessoas querem que eles passem despercebidos", explica.

 

Para acompanhar outros poemas de Samira, basta segui-la nas redes sociais abaixo:

 

Instagram

Facebook

Confira na íntegra o poema “Problemas Sociais”

 

Vivemos num país que fala muito sobre o amor,

Mas o suicídio é somente lembrado no setembro amarelo,

Passando um ano inteiro sem se importar,

Com que o outro quer expressar;

 

Um aborto causa mais revolta que um estupro,

Esse é o problema pelo qual me preocupo,

Um discurso hipócrita faz pessoas acreditarem,

Que o mundo vai bem, quando na verdade temos muito o que mudar;

 

A saúde está precária,

A educação nem se fala, 

A inflação descontrolada,

Tem como não ficar bolada?

 

Na quarentena, a violência doméstica aumentou,

E o silêncio sempre se torna o maior aliado do agressor,

E no final de tudo,

Quem da história se torna um pecador?

 

Uma “gripezinha” matou milhões de pessoas,

E cada uma era o amor de alguém,

E se isso não te afeta meu amigo,

Você realmente está perdido!

 

O Brasil procura praticar a igualdade,

Mas tem uma grande dificuldade,

Com o preconceito presente,

Que está matando muita gente;

 

Esperamos mudar essa realidade,

E mostrar para o mundo que na verdade,

Um momento ruim é vencido,

Quando todos lutamos junto e o ódio é enfraquecido.


COMENTÁRIOS

Os comentários neste espaço são de inteira responsabilidade dos leitores e não representam a linha editorial do Oeste Mais. Opiniões impróprias ou ilegais poderão ser excluídas sem aviso prévio.