‘Bombeiros acabaram chegando depois de uma hora’, diz vítima de incêndio em Ponte Serrada; ouça o depoimento

Fogo atingiu nove residências no Bairro Cohab durante a madrugada desta quinta-feira

Por Oeste Mais

18/02/2021 14h45 - Atualizado em 18/02/2021 16h14



Casas foram completamente destruídas pelo fogo (Foto: Corpo de Bombeiros)

Dezenas de pessoas perderam tudo em um incêndio que atingiu nove casas na madrugada desta quinta-feira, dia 18, no Bairro Cohab III em Ponte Serrada. Foram nove residências atingidas, com seis sofrendo perda total, segundo informou o Corpo de Bombeiros em um relatório emitido no início da manhã.

 

Uma das vítimas é Claudemir de Morais Dias, de 39 anos. Ele morava em uma casa própria junto com a esposa e os dois filhos. Claudemir disse ao Oeste Mais que o Corpo de Bombeiros de Ponte Serrada levou cerca de uma hora até chegar ao local e iniciar o combate do incêndio (ouça o depoimento na reportagem em áudio ao final desta notícia). Os moradores tentaram apagar as chamas com mangueiras de jardim, mas as labaredas eram muito fortes.

 

“Os bombeiros acabaram chegando depois de uma hora, uma hora e vinte. Trabalharam por 10, 15 minutos, acabou a água do caminhão, e daí eles saíram pegar água. Quando eles voltaram, não tinha mais o que fazer, já tinha tomado conta de três casas, aí quem conseguiu resolver foram os bombeiros de Faxinal [dos Guedes]”, relatou.

Claudemir com o filho no colo, a esposa e outro filho (Foto: Arquivo Pessoal)

Claudemir, que trabalha como motorista de caminhão, está abrigado com a família na casa de um amigo. Além dele, vários outros familiares que moravam perto tiveram as casas destruídas no incêndio. “Na frente mora a minha sogra e do lado mora minha cunhada, minhas duas sobrinhas e duas filhas dela”, relatou ao Oeste Mais.

 

Outro morador ouvido pela reportagem é Evandro Antonio de Lima, de 27 anos. Ele também afirmou que o atendimento demorou a chegar. “Quando chegaram, a chama já estava alta. Eles começaram a tentar apagar, já acabou a água e foram reabastecer, aí demorou acho que uma meia hora, uma hora”, lamentou Evandro.

 

O que diz o Corpo de Bombeiros

 

Oeste Mais tentou contato por telefone com o Corpo de Bombeiros de Ponte Serrada, mas as ligações não foram atendidas. A reportagem conseguiu conversar com o tenente Daniel Bazanini Massarotte, do Batalhão do Corpo de Bombeiros de Xanxerê. Segundo ele, o chamado para a ocorrência ocorreu à 2 horas, 1 minuto e 31 segundos, com a viatura empenhada às 2 horas, 1 minuto e 39 segundos. “É importante verificar se o pessoal efetivamente ligou para o 193 de imediato quando da origem do incêndio. Mais dados só após a investigação”, afirmou.

 

“Quanto à carga [de água] do caminhão, da mesma forma, eles não andam com pouca carga, andam cheios. Mas no limite do tanque de aproximadamente quatro mil litros. Não temos um caminhão-tanque em toda cidade, com maior capacidade. Esse foi deslocado de Xanxerê. Além disso, não havia ponto de abastecimento próximo”, completou o tenente ao informar que o hidrante para o abastecimento de água fica a cerca de seis quilômetros do local do incêndio.

 

Reconstrução

 

Um levantamento da Secretaria de Assistência Social de Ponte Serrada aponta que 30 pessoas moravam nas casas consumidas pelo incêndio, sendo 21 adultos e nove crianças, entre zero e 12 anos. Doações podem ser entregues no Centro de Múltiplo Uso Domingos Santo Santin, no Bairro Cohab. Uma campanha para doações de materiais de construção deverá ocorrer logo após um levantamento de engenheiros para a reconstrução das casas.

 

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