Cidasc emite alerta para o consumo de queijo trufado sem inspeção

Consumidor deve estar atento na hora da compra e notificar Vigilância Sanitária sobre qualquer suspeita

Por Oeste Mais

17/11/2020 08h09 - Atualizado em 17/11/2020 08h09



O queijo trufado tem feito sucesso no mercado gourmet, mas também acende um alerta para as questões sanitárias do produto. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), por meio do Departamento Estadual de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Deinp), emitiu uma nota técnica esclarecendo e alertando sobre queijos trufados sem inspeção.

 

De acordo com o médico veterinário e gestor do Deinp, Jader Nones, para venda de derivados lácteos é obrigatória a produção passar pelo serviço de inspeção, seja ele municipal, estadual ou federal. “Um queijo sem registro de inspeção não apresenta as garantias higiênico-sanitárias para o consumo humano. O agricultor pode fazer para consumo próprio, mas não pode comercializar o produto”, destaca Nones.

 

Na nota, a Cidasc destaca que estes queijos sem inspeção, cuja divulgação de comércio ocorre em diversos estados por meio da internet e redes sociais, apresentam potencial risco à saúde.

 

A responsável estadual pela Coordenação da Área de Inspeção de Leite e Derivados (Deinp/Ciled), médica veterinária Alexandra Reali Olmos, destaca que após inúmeras denúncias e questionamentos sobre a venda dos queijos trufados sem inspeção, a Cidasc alerta que os queijos chamados frescos, com prazo de validade reduzido, que possivelmente são produzidos com leite cru (sem processo de pasteurização), conferem alto risco de contaminação por doenças como tuberculose e brucelose.

 

“As produções de queijos artesanais em Santa Catarina constroem uma imagem da produção de queijos feitos na roça, com receita familiar, fortemente enraizados culturalmente, mas que precisam ser elaborados sob rigoroso controle sanitário do rebanho e do processo produtivo. A tuberculose e a brucelose são doenças que podem estar presentes no leite e, na ausência de processo térmico de pasteurização, tornam-se potenciais contaminantes dos alimentos, com potencial prejuízo da segurança de quem consome produtos sem inspeção”, alerta Alexandra.

 

Papel do consumidor

 

O consumidor deve estar atento na hora da compra. Ao identificar produtos de origem animal como queijos ou queijos trufados/recheados sem o selo de inspeção no varejo, devem notificar a Vigilância Sanitária de seu município (o contato pode ser solicitado à prefeitura) ou através do link http://www.vigilanciasanitaria.sc.gov.br/index.php/contato.

 

Caso o cidadão identifique uma empresa/indústria que esteja fabricando produtos de origem animal como queijos ou queijos trufados/recheados sem inspeção, deve notificar a Ouvidoria Geral do Estado, através do link http://www.ouvidoria.sc.gov.br/cidadao/.

 

O denunciante não precisa se identificar. As denúncias serão devidamente verificadas pelos órgãos responsáveis e os infratores responderão conforme previsões legais para os casos de comércio ilegal e fabricação de produtos clandestinos, potencialmente danosos à saúde humana.


COMENTÁRIOS

Os comentários neste espaço são de inteira responsabilidade dos leitores e não representam a linha editorial do Oeste Mais. Opiniões impróprias ou ilegais poderão ser excluídas sem aviso prévio.