Comissão especial da Alesc aprova relatório com primeiro pedido de impeachment do governador e vice de SC

Aprovado por unanimidade, documento sobre aumento de procuradores segue para votação dos 40 deputados estaduais em plenário

Por Oeste Mais

15/09/2020 14h15 - Atualizado em 15/09/2020 14h15



A Comissão Especial que analisa o primeiro pedido de impeachment na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) contra o governador Carlos Moisés, e a vice, Daniela Reinehr, aprovou nesta terça-feira, dia 15, o relatório com pedido de de afastamento dos dois. Este pedido é relativo ao aumento dado aos procuradores do estado.

 

A aprovação foi por unanimidade, com nove votos favoráveis, e sem o nome do ex-secretário de Administração, Jorge Tasca, que também era alvo pedido de afastamento, mas pediu demissão na noite de segunda-feira, dia 14.

 

O pedido aprovado na comissão especial contra Moisés e Reinerh tem como justificativa um possível crime de responsabilidade cometido ao ser dado aumento salarial aos procuradores do estado, por meio de decisão administrativa, com o intuito de equiparar o salário deles aos dos procuradores da Alesc. 

 

Governador Moisés e a vice, Daniela Reinehr, durante posse na Alesc (Foto: Júlio Cavalheiro)

Agora o relatório segue para plenário para votação dos 40 deputados estaduais de Santa Catarina. A votação estava inicialmente prevista para a próxima semana, mas pode ser antecipada para a próxima quinta-feira, dia 17. Segundo a assessoria de imprensa, a data será definida ainda nesta terça-feira. São necessários pelo menos 27 votos para aprovação do pedido e dar seguimento ao afastamento. Para se manterem no cargo, Moisés e Daniela precisam de 14 votos.

 

Na Alesc, tramitam dois processos de impeachment contra Moisés e o pedido para um terceiro foi entregue há uma semana. O mais recente processo de impeachment aceito pede o afastamento do governador e da vice, Daniela Reinerh (sem partido), em razão da compra dos 200 respiradores artificiais e pela tentativa de contratação de um hospital de campanha em Itajaí, no Vale. Os autores da denúncia são 16 pessoas, entre advogados e empresários.

 

Já o pedido mais recente feito há uma semana e que segue em análise tem como base o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a compra de 200 respiradores com pagamento antecipado de R$ 33 milhões. Os deputados entenderam que o governo foi omisso.


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