Morador de Chapecó encontra tesouro em moedas escondido no portão

Durante reforma em casa, ele encontrou quase 80 quilos de cruzeiros escondidos no contrapeso do portão da garagem

Por Oeste Mais

04/08/2020 13h23 - Atualizado em 04/08/2020 13h23



Um morador de Chapecó encontrou milhares de moedas de cinco e dez cruzeiros, durante uma reforma em casa. Elas não têm mais valor econômico, pois já saíram de circulação há muito tempo. O valor é histórico. A dúvida, no entanto, é a quem pertence esse dinheiro.

 

Nereu Luiz Lusa, morador do bairro São Cristóvão, comprou a casa há 16 anos, e nos últimos dias resolveu melhorar a fachada. Durante a troca do portão da garagem, encontrou as moedas sendo usadas como contrapeso da estrutura.

 

“Foi uma surpresa, pois não esperava. Geralmente nos portões tem resto de metal, chumbo ou areia, algum peso assim, mas moeda nunca tinha visto”, contou Nereu.

Morador comprou a casa há 16 anos e não sabe de quem pode ser o dinheiro (Foto: Divulgação)

Ainda não se sabe quantas moedas foram encontradas. Contudo, elas encheram dois baldes e totalizaram 80 quilos. Bruno Rogério, que trabalha há 12 anos com esquadria, diz nunca ter visto algo assim.

 

“Igual esse nunca tinha visto. Por mais que não vale mais, são moedas de coleção. Já encontramos de tudo, vidro, pedras, resto de concreto. Normalmente utilizamos pó de ferro para dar bastante peso”, comenta o profissional.

 

Todo o dinheiro, agora sem validade em termos econômicos, foi fabricado em 1991, e saiu de cena no Brasil com a entrada no plano real, em 1994.

 

O presidente do Conselho Regional de Museologia, Marcos Antonio Figueiredo, lembra que o início dos anos 1990 foi uma época difícil para a economia brasileira, que chegou a registrar 2.700% de inflação em 1993.

 

“A quantidade de moedas que foram achadas remetem também à questão da inflação, uma situação que hoje é mais controlada, mas no fim da década de 80 e início de 90, o Brasil vivia um processo de inflação gigante. Moedas que valiam um valor no fim do dia já valiam menos. Era muito rápida a desvalorização monetária”, explica Marcos.

Com informações do ND Mais


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