Em tempos de pandemia, Darlan Romani constrói centro de treinamento próprio em terreno baldio

Decisão foi tomada após fechamento do Centro Nacional de Desenvolvimento do Atletismo

11/04/2020 09h41 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Parece história de maluco, mas a verdade é que o maior arremessador de peso da história do atletismo brasileiro é um maluco por treinos e super focado em melhorar suas marcas.

 

Desde o anúncio do fechamento do CNDA (Centro Nacional de Desenvolvimento do Atletismo), em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, o atleta catarinense Darlan Romani resolveu fazer de um terreno, vizinho da casa dele, um centro de treinamento particular.

 

Para construir o “setor” de lançamentos improvisado, o atleta olímpico contou com a ajuda de um amigo pedreiro. Ambos trabalharam um final de semana para deixar o setor, com anteparos e tudo, prontinho para que o arremessador não interrompesse sua preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, que serão realizados em 2021.

 

Com o foco total no desenvolvimento e na manutenção de seus resultados, o atleta que completou 29 anos ontem - 9 de abril - ainda pediu autorização a CBAT (Confederação Brasileira de Atletismo) para o empréstimo de equipamentos da entidade para que continuasse com a rotina de treinamentos que, segundo ele, pouco mudou.

 

Além do setor de lançamento praticamente idealizado no quintal de casa, Darlan montou ainda, em sua residência, uma academia onde todos os dias faz o duro e necessário treinamento com pesos, desde supinos a exercícios para braço, pernas, costas... enfim, o homem não para. É um atleta da pesada.

 

Em 2015, antes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a reportagem dos canais ESPN acompanhou um dia de treinos dos arremessadores de peso da seleção brasileira de atletismo. Aos 25 anos, ele já não era apenas uma promessa de grandes resultados, mas sim uma aposta de que logo brilharia no circuito mundial.

Darlan venceu a medalha de ouro no arremesso de peso (Foto: Divulgação)

Para se ter uma ideia da evolução, há cinco anos Darlan era dono da melhor marca registrada por um atleta brasileiro com 20,90m. Hoje, depois de cinco anos, Romani tem registrado 22,61m, marca que lhe renderia certamente uma medalha de ouro em 2016 já que o primeiro lugar foi para o norte americano Ryan Crouser com a marca de 22,56m.

 

Das curiosidades nos treinamentos ao sonho de criança, descobrimos que o grande arremessador, na verdade, queria ser motorista de ônibus quando era pequeno. De lá para cá muita coisa mudou na vida do atleta, uma das maiores promessas de medalha na próxima edição dos Jogos Olimpícos.

 

Além do treinamento intenso e pesado, Darlan precisa comer muito para não perder força e massa muscular. Para manter o seu corpo em forma para a modalidade, Darlan consome muito arroz, feijão, carnes e saladas, entre 4.000 e 5.000 calorias por dia de alimento. Seu porte super pesado é capaz de levantar supino de até 250 kg.

 

Por esses e outros motivos, o melhor arremessador da história do Brasil não tem como vacilar, ou seja, se parar de treinar ele jogará no lixo um trabalho de mais de 15 anos de treino no alto rendimento.

Da ESPN


COMENTÁRIOS

Os comentários neste espaço são de inteira responsabilidade dos leitores e não representam a linha editorial do Oeste Mais. Opiniões impróprias ou ilegais poderão ser excluídas sem aviso prévio.